terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ACONTECE QUE O POVÃO GOSTA E "PASTORES" TAMBEM!





Grandes 'pregadores', pequenos resultados


Este artigo foi publicado pela primeira vez em 2009.

Mas resolvi republicá-lo com alguns acréscimos, haja vista alguns acontecimentos recentes.

Há duas décadas, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores.

Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”.

Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?”

E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.

É impressionante como o pregador, de uns tempos para cá, se transformou em um produto.

Há alguns anos, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?”

Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão, eu não serviria para pregar em uma vigília!


Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro.

E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet.

Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê.

Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.

Ela tem razão.

Ser pregador, hoje em dia, não basta.

Você tem de atender às preferências do povo.

Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.


Conheçamos alguns tipos de pregador e seus públicos-alvo:
Pregador humorista.

Diverte muito o seu público-alvo.

Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações.

Ele é como famosos humoristas do gênero stand-up comedy.

De vez em quando cita versículos.

Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.


Pregador “de vigília”. Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com ordem”.

Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção.

Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29).

Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.

Pregador “de congresso”.

Entre aspas porque existe o pregador de congresso que faz jus ao título.

Mas o pregador “de congresso” (note: entre aspas) anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais famoso.

Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”.

Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao lado, beliscá-lo...

Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz gestos que lembram golpes de artes marciais...

Exposição bíblica que é bom... quase nada!


Pregador “de congresso” agressivo.

É aquele que tem as mesmas características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais.

Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente.

Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”.

Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.

Pregador popstar.

Seu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não o Senhor Jesus.

É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas.

Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista.

Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente.

Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação.

É hábil em fazer o seu público a abrir a carteira.

Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo.

Eles não se importam com as heresias e modismos dele.

Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.




Pregador “ungido”.

Para impressionar o seu público, derrama óleo sobre a própria cabeça ou pede para seus auxiliares fazerem isso.

Um desses pregadores pediu, recentemente, para sua equipe derramar doze litros de azeite em sua cabeça!

Pregador milagreiro.

Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo.

Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”.

Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica.

O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos.

Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação.

Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.



Pregador mercantilista.

Todas as suas mensagens têm como meta induzir o seu público e dar dinheiro.

Esse tipo de pregador existe desde os tempos dos apóstolos (2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3) e, na atualidade, aparece bastante na televisão.

Qualquer passagem bíblica pode ser usada para atender aos seus propósitos mercantilistas.

Isaque é a “melhor oferta financeira”, jumentinho que Jesus montou é “BMW”.

E assim por diante.


Pregador contador de histórias.

Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina.

Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo.

Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...”

Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.


Pregador cantante.

Indeciso quanto à sua chamada.

Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela.

Ao final, canta mais um.

Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”.

Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.

Pregador “massagista”.

É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5).

Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro.

Ele não tem outra mensagem, a não ser “vitória”, principalmente a financeira.

Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e milagreiro.

Pregador sem graça. É aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33).

É um pregador bem suado, e não necessariamente abençoado. Sua pregação é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha).

Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.


Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7).

Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente.

Ora.

Jejua.

É verdadeiramente espiritual.

Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus.

Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra.

Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado.

Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus.

Sua mensagem é Cristo (1 Co 1.22,23; 2.1-5).

Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores.

A bem da verdade, estas também sabem que nunca poderão contar com ele...

Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor?

Você pertence a qual público?

E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada?

Qual é a sua motivação?

Você prega para agradar a Deus, verdadeiramente, ou tem outros interesses?


Autor: Ciro Sanches Zibordi |

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ministério não é negócio, não é emprego!



Pois é!

Não é somente cantores que agem desta forma, pregadores, conferencistas internacionais (made in paraguai) parece-me que virou circo do quem dá mais1

E o crescimento na área do evangelismo, hum....bem isso é outra historia!

Leia este testemunho e tire suas conclusões:

'Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.' Ezequiel 28:16

By Pr. Marcos Góes

Eles estão por toda a parte e são fáceis de achar.

Para todos os gostos e estilos, são capazes de trazer entretenimento a todo o tipo de pessoa ou culto, quer tradicional ou pentecostal.

Contextualizados e treinados nos “chavões” e no “evangeliquês” convincente, eles contagiam de maneira eletrizante as multidões e são capazes de envolver a muitos numa atmosfera religiosa em nome de Deus.

Para contratar os seus serviços não é tão simples assim, requer o cumprimento de uma gama de exigências, procedimentos inimagináveis que contando é impossível de se acreditar.

Grandes somas em dinheiro, toalhas brancas, carros conversíveis ou limusines, hotéis do mais alto padrão e número exigido em cada culto, para que a audiência não seja medíocre, são algumas das exigências solicitadas (não generalizando) por grande parte deles.

Num resumo bem rápido, é este o perfil dos cantores “gospel” que perfazem nosso cenário musical evangélico do Brasil.



Conheci o meio da música cristã em tempos remotos, lá pelo final da década de 70 e início da de 80, através de um cara magro, camisa semiaberta mostrando o peito cabeludo, com uma única mochila nas costa e um violão: Janires era o nome dele.

Este veio a ser mais tarde um dos meus mentores e também meu padrinho da casamento.

Líder do Rebanhão, toda a semana eu viajava com ele para as maiores aventuras que já vivi na vida em termos de evangelização comprometida com o Reino de Deus.

Saíamos à noite em cima de um caminhão cheio de caixas de som rumo aos teatros do Rio de Janeiro para fazermos um culto.

O que eu fazia?

Eu era o carregador de caixas: põe no caminhão, desce do caminhão...

Eu fazia isso muito feliz. Janires e o Rebanhão, juntamente com Helena Brandão (ex-Darlene Glória), iam aos teatros falar do amor de Deus não só para o povo mais simples, mas, principalmente, para os artistas.

Na plateia vi muitas vezes artistas renomados chorando ao ouvir a música e também o forte testemunho daquela mulher.

Eu chorava também!

Num canto do auditório, às vezes na penumbra, ficava imaginando se algum dia teria a oportunidade de fazer aquilo através da musica, falando do amor de Deus, e constatar muitos se entregando ao Senhor Jesus através do meu testemunho e da manifestação do Senhor Jesus usando a minha vida.

Janires morreu!

O “pão com mortadela” (nossa janta muitas vezes), a boleia do caminhão, as caixas de som JBL pesadíssimas...

Tudo isso se passou, mas algo ficou gravado com fogo dentro de mim: o forte testemunho daquele homem de Deus somente com as suas atitudes.

Todas as vezes em que olhei para Janires, vi que ele não se preocupava com nada para si, as pessoas a sua volta vinham em primeiro lugar.

Ao conversar com ele, você sentia sua enorme gratidão pela salvação de sua vida dada pelo nosso Deus, e por isso ele não parava de pregar esta maravilhosa salvação e graça sem requerer nada em troca.

Sem casa para morar e muitas vezes dormindo lá em minha casa, sem sequer saber o que, e como, iria almoçar ou jantar no dia seguinte, ele foi para mim um grande exemplo de total dependência, compromisso e sinceridade no servir ao Senhor. Sem comprometimento com os homens, somente com Deus.

Percebeu o contraste?

Entendeu qual o sentimento que habitava no coração de alguns dos principais iniciantes da música evangélica em nosso país?

O amor era o combustível e a motivação.

Ministério não é negócio, não é emprego!

Não se negocia, não se vende, não se troca o Reino nem o dom que vem da parte de Deus!

Coloquei o versículo de Ezequiel acima para alertar sobre a “multidão do comercio” a que o profeta se refere.

A profecia contra o rei de Tiro do capitulo 28, e nada mais nada menos que direcionada ao próprio satanás, e porque ele negociou o que Deus lhe deu e caiu, pereceu.

Sempre entendi e tenho muito temor a isso.

Não critico aqueles que recebem ofertas ou vendem os seus CDs nos eventos, pois também faço isso para manter o ministério e também sustentar a minha família.

Mas transformar isso numa barganha, num mercado de venda do “quem dá mais”, na disputa do reconhecimento humano e da melhor performance, a fim de ganhar o mercado e assim obter maior lucro e status...

Acho extremamente perigoso!

Continuarei guardando, Senhor, a tua palavra em meu coração (Salmos 119:11) e também a imagem dos olhos, palavras e atitudes de Janires, e perseverarei(ainda que venha a ser o último) a viver sem me corromper, sendo um eterno devedor, e não vendedor, desta misericórdia maravilhosa que um dia também me alcançou.

Em Cristo,
Pr. Marcos Góes

Link: http://marcosgoes.mktnaweb.com/ver_mensagem.php?id=H|2120|70507|132677214249364100

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Cliente Misterioso ou Mystery Shopper!


Meus caros irmãos!

Nestas idas e vindas á outra América para visitar o filho e familia, tive a oportunidade de fazer algumas viagens com ele no exercicio de sua função na empresa que trabalhava, o que me chamava a atenção era o horario destas saidas, sempre á noite e horários nada convencionais.

Ao convidar dizia: Vamos fazer "visitas/surpresas" aos estabelecimentos que sou responsavel.

Como é comum o uso do drive-thru e os pedidos eram feitos como se fossemos comuns consumidores, planilha nas mãos, fazia um tipo de desenho/código, verificava o atendimento, cortezia, tempo de espera,se oferecia as promoções e ofertas da semana, se o alimento estava fresco, limpeza do páteo e estacionamento, etc...

Quando estacionava o veículo para receber o que havia "pedido", grande era a surpresa: O senhor por aqui esta hora?

Isto me faz lembrar do que ensinou o Senhor Jesus em Mateus 24.45 -51

Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o seu senhor constituiu sobre a sua casa, para dar o sustento a seu tempo?

Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim.

Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.

Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá;

E começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios,

Virá o senhor daquele servo num dia em que o não espera, e à hora em que ele não sabe,

E separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.

O que estamos presenciando em nossas igrejas hoje é um total descaso com o ensino da palavra de Deus e o "povão" assim quer!

Como está o nosso comportamento na ausência do patrão?

E se Jesus Cristo visitar a Igreja que sou pastor, como seria sua impressão com o modo de agir meu e de todos obreiros e membros da mesma?

Isso me preocupa e muito!

Li e copio aqui o seguinte pensamento:

"Com esboço ou sem esboço?

Havia um pastor episcopal que era muito preguiçoso e há muito tempo já havia desistido de preparar os seus esboços de sermões.

Sua congregação era de pessoas de pouco cultura, Ele tinha o dom da oratória, de modo que era muito fácil para ele pregar sem qualquer preparação.

Além de preguiçoso, ele também era muito piedoso, de modo que racionalizava sua preguiça como muitas vezes os piedosos fazem.

Ele fez um voto muito solene: jamais voltaria a preparar os seus sermões, falaria de improviso e confiaria que o Espírito Santo lhe daria o que falar.

Por alguns meses, tudo correu muito bem.

Certo dia, faltando 10 minutos para as 11 horas, na manhã de domingo, um pouco antes de o culto começar, quem entra pela porta da igreja?

O bispo.

Era uma visita de surpresa.

Ele sentou-se num dos bancos.

O pastor ficou imaginando o que deveria fazer.

Não havia preparado o seu sermão.

Pensou que podia enganar a congregação, mas sabia que não conseguiria enganar o visitante.

Ele foi até ao bispo, cumprimentou-o e lhe disse: “Acho que devo explicar-lhe uma coisa.

Alguns anos atrás eu fiz um voto de que nunca iria preparar os meus sermões, mas confiaria no Espírito Santo”.

“Está tudo bem”, disse o bispo, compreendendo muito bem a situação.

O culto começou, mas, no meio do sermão, o bispo levantou-se e saiu.

Quando o culto terminou, o pastor foi para o vestíbulo da igreja.

Encontrou sobre a mesa um bilhete com a letra do bispo e nele estava escrito o seguinte: “Eu te absolvo do teu voto”.

Existe por ai uma falsa ideia; para que a pregação da palavra de Deus seja cheia de unção é necessário que ela venha do improviso, lá na hora em cima do púlpito, os que pensam assim acreditam que não há necessidade de um preparo, um estudo mais aprofundado do tema; sabemos que toda palavra para que se produza efeito tem que vir de Deus, no entanto isto não que dizer que o pregador não deve preparar seus sermões.

Você prepara seus sermões?

Ou prega de improviso?"

Portanto, despertemos pois o dia vem chegando!