segunda-feira, 31 de dezembro de 2012



Norbert Lieth

Um jornal perguntou aos leitores o que eles desejavam para o novo ano. 

As respostas mostram o que se passa no coração das pessoas e o que é importante para elas:

– Desejo principalmente que eu tenha saúde e que possa viver sem preocupações e surpresas desagradáveis no novo ano.

– Por ter muito trabalho, eu gostaria que houvesse mais tempo para fazer tudo aquilo que acaba sendo deixado de lado.

– Desejo que, apesar de estar completando 50 anos, eu ainda tenha forças para começar coisas novas.
- Eu gostaria de iniciar uma empresa própria, para não ser mais empregado.
- Também desejo muitos dias bonitos para ir à praia e ter bons momentos de lazer.

– As pessoas deveriam ser mais abertas e preocupadas com o próximo.
- Há muitas situações em que, pelo excesso de atividades, não tomamos tempo para uma conversa ou para ouvir alguém.
- Desejo mais compreensão e que possa continuar a gozar a vida.
– Para mim importa somente o bem-estar da minha família.
– Espero que não haja guerras e conflitos.
- Quero também tirar umas férias realmente gostosas.
- Desejo sucesso financeiro, sorte no amor e êxito nos estudos.
- Eu também gostaria que houvesse mais alegria neste mundo.
– Saúde, paz e harmonia na família são as coisas mais importantes para mim.
-  Estou preocupada com o meio ambiente e gostaria que ele fosse mais preservado.
- Colaboro na igreja e tento ser uma boa influência.
 - Meu sonho?
   Uma casinha de campo!

 – Desejo que o novo ano seja melhor que o velho, principalmente para os jovens que não encontram emprego, e que acabe a criminalidade.

- Nenhuma das pessoas fez referência ao sentido da vida ou a Deus, o Criador.
- Parece que ninguém se importa realmente com a salvação e com aquilo que a Bíblia ensina.
- Os desejos são todos terrenos e não levam em consideração a vida futura e a eternidade.
- As pessoas parecem não perceber como é importante estar reconciliado com Deus.
- Todos querem viver bem e esperam que o mundo melhore, mas não levam em consideração o maior mandamento: "Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.37-39).

Assim compreendemos as palavras do pregador Salomão: "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol" (Ec 2.11).
No final deste novo ano, muitos reconhecerão que nada melhorou, pelo contrário, que as coisas pioraram.
E então as pessoas estabelecem novos propósitos, que normalmente também não são cumpridos. Como estava certo o salmista ao dizer: "Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos" (Sl 90.10).
Isso só muda se buscarmos a Deus e ao Seu amor.
O Salmo 22 é o "salmo da crucificação", que nos fala da redenção do mundo através de Jesus Cristo.
Ele começa com as conhecidas palavras que nosso Senhor pronunciou na cruz: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (v. 1).
Adiante, em virtude da obra consumada por Jesus na cruz do Calvário, lemos no versículo 26: "Os sofredores hão de comer e fartar-se; louvarão o Senhor os que o buscam. Viva para sempre o vosso coração."
A busca do Senhor é o mais importante na vida.
Procure-O agora mesmo, e comece o novo ano com novas perspectivas!

sábado, 29 de dezembro de 2012

 

Codornas


Há tempos, um bando de mais de mil codornas habitava uma floresta da Índia.

Viviam felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de codornas.

Ele imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma enorme rede e as levava numa cesta para vender.

Mas uma das codornas era muito sábia e disse : "Irmãs !

Elaborei um plano muito bom.

No futuro, assim que o caçador jogar a rede, cada uma de nós enfiará a cabeça por dentro de uma malha e todas alcançaremos vôo juntas, levando-a conosco.

Depois de tomarmos uma boa distância, deixaremos cair a rede num espinheiro e fugiremos".

Todas concordaram com o plano.

No dia seguinte, quando o caçador jogou a rede, todas juntas a içaram conforme a sábia codorna havia instruído, jogaram-na sobre um espinheiro e fugiram.

Enquanto o caçador tentava retirar a rede de cima do espinheiro, escureceu e ele teve de voltar para casa.

Isso aconteceu durante várias tentativas, até que afinal a mulher do caçador se aborreceu e indagou.

"Por que você nunca mais conseguiu pegar nenhuma codorna ?"

O caçador respondeu : "O problema é que todas as aves estão trabalhando juntas, ajudando-se entre si. Se ao menos elas começassem a discutir, eu teria tempo de pegá-las."

Dias depois, uma das codornas acidentalmente esbarrou na cabeça de uma das irmãs quando pousaram para ciscar o chão.

"Quem esbarrou na minha cabeça ?", perguntou raivosamente a codorna ferida.

"Não se aborreça. Não tive a intenção de esbarrar em você", disse a primeira.

Mas a irmã agredida continuou a discutir : "Eu sustentei todo o peso da rede !

Você não ajudou nem um pouquinho !", gritou.

A primeira então se aborreceu e em pouco tempo estavam todas envolvidas na disputa.

Foi quando o caçador percebeu a sua chance.

Imitou o chamado das codornas e jogou a rede sobre as que se aproximaram.

Elas ainda estavam contando vantagem e discutindo, e não se ajudaram a içar a rede.

Portanto, o caçador ergueu-a sozinho e enfiou as codornas dentro da cesta.

Enquanto isto, a sábia codorna reuniu as amigas e juntas voaram para bem longe, pois ela sabia que discussões dão origem a infortúnios.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sai fora olho gordo ou seca pimenteira?!



O Pecado Sobre o Qual Ninguém Falará

“Inveja é como uma mosca que passa por todas as partes do corpo e permanece sobre as feridas.” – Arthur Chapman

Existe um pecado que ninguém no nosso mundo realmente quer discutir.

É um pecado elegante, que alimenta nossos grandes movimentos sociais e se tornou um motor da nossa política.

É o pecado da inveja.

Nós amamos falar sobre ganância.

Se você procurar no Google a palavra “ganância”, você encontrará milhares de sermões, artigos, discursos políticos, posts em blogs, etc.

Nós assumimos que quem quer que seja rico é ganancioso, simplesmente porque nós vinculamos a ganância ao sucesso, como se os pobres não pudessem ter atitudes más em relação ao dinheiro.

De fato, a ganância é um problema terrível.

E há alguns em posição de poder e riqueza que têm o dinheiro como deus.

Mas a prima da ganância, a inveja, é uma senhora tão poderosa quanta, apenas disfarçada com vestimentas mais nobres.

A inveja se mascara como populismo.

Simplesmente preste atenção na maneira como falamos hoje.

Se um certo CEO ganha muito dinheiro, achamos injusto porque NÓS não podemos ter tanto dinheiro quanto ele.

Se um político está em uma posição de poder, nós o odiamos porque ele está onde está e porque estou onde estou.

e um pastor popular fica cada vez mais popular, temos que procurar por pecados doutrinários para desacreditá-lo sim, trazê-lo ao nosso nível.

Não toleramos que alguém tenha o que não temos.

Inveja um pecado traiçoeiro.

Ainda assim, não pregamos sobre ele.

Nós não alertamos sobre seus perigos.

Pelo contrário, deixamos a inveja reinar em nossa cultura, porque ela movimenta nossa economia.

Veja os comerciais da TV no horário nobre.

O que está no cerne de cada um?

Não é a inveja?

Não é aquela mentira “você merece essa novidade.

Você trabalhou duro.

Porque você não deveria ter o que os outros têm?”.

Como seguidores de Jesus, deveríamos prontamente nos afastar da ganância.

E nós deveríamos promover a justiça, sujar nossas mãos e servir aos pobres.

Deveríamos trabalhar pesado para aliviar o sofrimento humano.

Mas devemos nos assegurar de que a inveja não alimente o nosso ativismo.

Nós devemos nos assegurar de que não pregamos um evangelho falso aos oprimidos dizendo: “Deus tem sido injusto com você.

Outros têm o que você não tem. Jesus vai equiparar as coisas.”

O verdadeiro evangelho oferece algo mais rico que a inveja.

Ele oferece nova e abundante vida em Cristo.

Ele oferece uma esperança que transcende à euforia plástica e barata que os bens terrenos prometem.

Ele oferece o próprio Deus, na Pessoa de Jesus.

O evangelho oferece um “eterno peso de glória” (2 Corintios 4.7).

Quando chegarmos ao céu, nenhum pecador resgatado, comprado pelo sangue, jamais dirá: “Não é uma vergonha eu não ter tido tanto dinheiro quanto Bill Gates?”.

Não, provavelmente nós diremos: “Você acredita que nós desejamos aqueles ídolos passageiros?”.

Não paremos de pregar contra a ganância.

Mas também não nos esqueçamos de pregar contra a inveja.

Sejamos felizes pelas riquezas que Deus garantiu a outros.

Sejamos gratos por aquilo que temos se grande ou pequeno.

Recebamos o rico em nossas igrejas sem assumir que eles são criminosos.

Vamos dar o nosso dinheiro aos pobres sem ligá-lo à bactéria destruidora de almas que é a inveja.

Achemos nosso prazer apenas em Jesus.

Apontemos esse prazer às pessoas e não os prazeres temporários nas posses do próximo.

Daniel Darlin....

sábado, 15 de dezembro de 2012

Gente, Gente, Gente!!!!!


Da gente que eu gosto

Mário Benedetti



Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz. 

A gente que cultiva sues sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade.

Eu gosto de gente com capacidade para assumir as conseqüências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus.

Eu gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com bom animo dando o melhor de si, agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca.

Eu gosto da gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. 

Da gente que tem tato. 

Gosto da gente que possui sentido de justiça. 

A estes chamo de meus amigos.

Eu gosto da gente que sabe a importância da alegria e a pratica. 

Da gente que por meio de ensinos práticos nos ensina a conceber a vida com humor. 

Da gente que nunca deixa de ser animada.

Eu gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão.

Gosto de gente fiel e persistente, que não descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias.

Eu gosto da gente de critério, a que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo. 

De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los. 

De gente que luta contra adversidades. 

Gosto de gente que busca soluções.

Eu gosto da gente que pensa e medita internamente. 

De gente que valoriza seus semelhantes, não por um estereotipo social, nem como se apresentam. 

De gente que não julga, nem deixa que outros julguem. 

Gosta de gente que tem personalidade.

Eu gosto da gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração.

A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranqüilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE.

Com gente como essa, me comprometo, para o que seja, pelo resto de minha vida... já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído.

Impossível ganhar sem saber perder. 

Impossível andar sem saber cair. 

Impossível acertar sem saber errar. 

Impossível viver sem saber reviver.

A glória não consiste em não cair nunca, mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário.

E ISSO É ALGO QUE MUITO POUCA GENTE TEM O PRIVILEGIO DE PODER EXPERIMENTAR.
Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


Questão de bom senso




worship
Acompanho o desenvolvimento dos cultos em algumas igrejas e percebo duas tendências muito fortes: A falta de sabedoria dos dirigentes de louvor que não distinguem entre louvor congregacional e cânticos solo e pregações rasas, inofensivas e bem-humoradas.
Na primeira questão, a condução do culto é uma particularidade de cada igreja, até porque não existem modelos de cultos, de cânticos, de melodias e de instrumentos musicais na igreja do NT. É até possível que as novas igrejas surgidas nos últimos vinte anos e que acostumaram seus membros com a música barulhenta, sem cânticos definidos, sem uma hinologia própria, que copiam suas canções de CDs e que não possuem uma linha mestra para os cânticos, nem recorram a hinários e cânticos antigos, repito, é até possível que seus membros se acostumem a tais práticas.
Mas não é assim com igrejas mais antigas cujos membros nasceram e foram criados com modelos de culto em que hinos e cânticos novos se misturam no culto a Deus. Os membros dessas igrejas não conseguem se adaptar ao modelo de culto em que o som é tão alto que as pessoas não conseguem ouvir sua própria voz; aos cultos em que o dirigente de louvor entoa cânticos solos e tenta empurrá-los goela abaixo na vida da igreja. Além de que esse tipo de dirigente de louvor faz muita firula na melodia do cântico confundido as pessoas.
Venho insistindo em artigos e nos meus livros a respeito do culto a Deus, da música, dos cânticos, das melodias e também do volume alto dos equipamentos de som que perturbam as pessoas e as deixam surdas. Já mostrei cientificamente os danos do som alto na saúde das pessoas. Mas, os músicos que leem meus artigos e livros ignoram as advertências dos médicos e continuam na prática do som altíssimo de seus instrumentos causando muitos males ao povo de Deus. Para me prevenir do som alto carrego comigo meus tampões de ouvido que amenizam o barulho.
Os dirigentes de louvor e os músicos das deveriam usar do bom senso, sem impor seus desejos e gostos  sobre os demais. Pensam em si mesmos, em seus trinados na guitarra, no show da bateria, no contrabaixo bate-estaca e em dar seu show pessoal no culto, quando deveriam usar de seu talento e de seus dons para edificação da igreja. Nesse tipo de culto só se consegue ouvir a voz do povo quando os instrumentos param de tocar. Particularmente já me cansei de reclamar em minha própria igreja, mas venho sugerindo que o retorno do som de cada instrumento musical e o retorno da voz do dirigente de louvor e de alguns pregadores – que gritam demais – caiam diretamente em seus ouvidos. Com isto, não haverá repiques e ter-se-á um som limpo para a congregação. E que o barulho caia no cérebro deles! É uma possibilidade cara, mas viável.
Se houvesse bom senso dos músicos, dos dirigentes de louvor e de alguns pregadores o culto seria mais leve sem perder sua dinâmica. O povo que vem aos cultos está fugindo do barulho alto da música de seus vizinhos, dos carros com som alto que passam pela rua ou que estacionam em suas calçadas e querem tranquilidade. Mas, quando entram num culto da igreja tudo o que têm é ruído e mais ruído, e isto os deixa nervosos e irrequietos.
A segunda questão que mencionei no início deste artigo são as pregações rasas, hilárias sem profundidade bíblico-teológica. Rasas, porque o texto bíblico usado nesses cultos esvazia o sentido bíblico de sua profundidade. Versões como a Bíblia Viva, o texto NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje) e outras versões modernas despem o sentido do texto e o deixam raso demais. Tais textos são bons para uma leitura bíblica, mas não para uma compreensão teológica. Esta é minha opinião.
Obviamente que textos como o da versão Corrigida são complicados demais, no entanto quando usados ao lado de outras versões como a revista e atualizada esclarecem e mantêm a profundidade do texto. O uso frequente de textos bíblicos modernos usados sem qualquer equilíbrio e bom sendo vem formando uma nova geração de crentes com pouca profundidade teológica. Os crentes rasos estão aumentando; os crentes com conhecimentos profundos diminuindo drasticamente.
Hilárias, porque as pregações em muitas igrejas apenas divertem o povo. Sempre ouço comentários do tipo, “o culto estava divertidíssimo”; ou “a pregação me deixou bem relaxada”, e tais expressões são sintomáticas porque mostram que em nossos cultos não existem mais pregações que levem ao arrependimento, ao choro, à tristeza, e que ao voltar para casa o crente esteja preocupado com seu estado espiritual. E este tipo de pregação rasa, aliado a um culto barulhento e sem sentido, desvestido da magnificência e sublimidade santa serve para formar uma nova geração de crentes que nunca chegará à maturidade; que nunca saberá o que é sentir na pele e na alma os sofrimentos de Cristo, sem também ter ideia da glória da ressurreição do Senhor.
Raramente se ouve uma pregação bíblica. Ouvem-se pregações tópicas sobre este ou aquele tema, mas não se veem pastores usando o texto bíblico para dele extrair lições para a vida de sua congregação. Estou disposto a visitar sua igreja somente para ouvir uma pregação bíblica e ser conduzido por seu dirigente de louvor à sublimidade de Cristo e à magnificência do Criador.
Louvor e pregação dois elementos tão importantes no cultos, tratados de maneira tão vulgar!