sábado, 24 de maio de 2014

A EVANGELICOFOBIA DA GRANDE MÍDIA E DO CRP

Acabei de receber esse texto do Pr. Ciro, que completa perfeitamente a ultima postagem desse Blog.

por Ciro Sanches Zibordi

Veja o que o “imparcial” e “bem informado” jornal “O Dia” publicou ontem, em seu site: “Psicóloga que propunha ‘cura gay’ tem registro cassado no Paraná. 

Autodenominada como ‘psicóloga cristã’, Marisa Lobo foi cassada pelo Conselho Regional de Psicologia do estado. 

Ela ainda pode recorrer da decisão em âmbito federal”. 

Tenho observado que esse jornal e a grande mídia, de modo geral, não têm apurado com diligência nenhuma notícia negativa a respeito dos evangélicos.

Ora, ora, ora... 

No Brasil, os espíritas podem dizer que são “psicólogos espíritas”— alguns até promovem eventos que tratam de práticas espíritas em consultório (digite “psicologia cristã” no Google). 

Aqui, também, no país do futebol (e da corrupção, da injustiça, da impunidade, da perseguição religiosa, etc.), heterossexuais, como Daniela Mercury, podem se tornar gays à vontade. 

Mas, por que evangélico graduado em psicologia, como Marisa Lobo, não pode usar o binômio “psicóloga cristã” e ajudar pessoas homossexuais que desejam retomar a heterossexualidade?

O editor de “O Dia” deveria saber que nenhum psicólogo evangélico que se preza propaga a falaciosa “cura gay”. 

Entretanto, todo profissional desse segmento tem o direito de ouvir um paciente, seja qual for a sua necessidade. 

Por que um heterossexual pode tornar-se gay, e um homossexual não pode tornar-se heterossexual?

Vai o tal Conselho Regional de Psicologia (CRP) punir os psicólogos que ajudam pessoas a deixarem a heterossexualidade, assim como pune os profissionais que ajudam pessoas a deixarem a homossexualidade? 

E quanto aos profissionais de outras religiões, como os espíritas, que usam o binômio “psicólogo espírita”, terão seus registros igualmente cassados?

Que país é este? Vivemos debaixo da ditadura de opinião do movimento LGBTUVXYZ? 

Quanto aos que acusam os evangélicos de ignorantes, fundamentalistas e homofóbicos, não são eles igualmente fundamentalistas e ignorantes, além de evangelicofóbicos? ‪#‎ProntoFalei‬, quer gostem, quer não gostem.

(Posto essa matéria antes do assunto que estou preparando sobre O Pastor e a Sucessão no Ministério, devido a sua importância)

sábado, 17 de maio de 2014

O Pastor e o apascentar!


Meus caros irmãos e amigos!

Venho trabalhando nas lides ministeriais desde idos anos de 1968, 

Tive o privilégios de auxiliar verdadeiros mestres na Palavra e exemplos de homens que abandonaram tudo por amor a causa!

Homens quem não tinham receio de corrigir seus liderados e ensiná-los a como procede no trato das coisas ministeriais, e dizendo sempre: Cuide bem da Ora de Deus que Ele cuidará de vocês...

Confesso que depois destes anos todos estou estarrecido com o que estou vendo entre nós e muitos não vão gostar do que vou escrever no próximo post, que vai tratar sore a sucessão pastoral: O Pastor que sai, o que o sucede e o procedimento da Comissão de Transferências e a falta de ética de "Pastores" que recém transferidos dá um jeito e por conveniência deste ou daquele, causa transtorno para a Direção Convencional, aqueles que antes de ser empossado ligam para membros do campo indicado e já pergunta sobre salário e afins!

Mas, aguardem para a próxima postagem tratarei disto!

Inicialmente pergunto e penso que ser pastor de Igreja é algo transcendental, é por chamada, por vocação Divina, debaixo da orientação do Divino Espirito Santo e se a Palavra diz: Deus não é Deus de confusão e por que vemos isto acontecendo entre nós?

Alguma coisa está errada e urge concertá-la para o bem da obra de Deus, pois quem sofre é o Reino de Deus e as ovelhas são perturbadas no aconchego do seu redil; cabe a nós a responsabilidade de manter o rebanho tranquilo junto ás águas!

O Salmo 23 é claríssimo sobre isto e você tem dúvida que somos nós que perturbamos o rebanho com os interesses mesquinhos, $$$$$$$, Casas, automóveis, proximidades de cidades e parentes?

Onde está aquilo que chamamos de desapego e amor pela Obra de Deus?

Mas!

Mas!

Aguardem....

O Pastor deve entender que:

Apascentar!

Pastorear!

São os verbos da vida do Pastor.

Dizem que ser mãe é “padecer no paraíso”.

Certo!

E ser pastor é padecer aqui mesmo.

O pastor deve ser a figura mais próxima de Cristo dentro da igreja.

É o peso maior.

A responsabilidade mais cobrada.

De todos os que imitam ao Senhor, a imitação melhor deve ser a do pastor.

Ao mesmo tempo manso e rígido.

Terno, mas com autoridade.

Amoroso, mas com disciplina.

Quem disser que é fácil, é um mentiroso.

Pastores devem ter as ovelhas como filhos espirituais.

Deve aprender a ouvir.

Primeiro a Deus.

Depois as ovelhas.

A atividade de apascentar se concentrava em algumas atitudes básicas.

Primeiro, alimentar o rebanho.

Ou seja, ministrar a Palavra de Deus, o pão vivo que desce do céu, sem deixar fermentar ou se contaminar com outros ‘ingredientes’ que a tornem mais atrativa.

Atrativa ou não, não cabe ao ministro fazer essa observação.

Rebanho mal alimentado se desvia mais, esfria mais e corre mais atrás de ‘retetés’ e ‘oba-obas’.

Nunca está satisfeito.

Lhe falta a Palavra.

Fica fraco.

Qualquer vento de doutrina da TV o impressiona.

Em seguida, temos o proteger, o cuidar.

O grande inimigo do pastor é o lobo, é o diabo.

Ele cerca as ovelhas, fica procurando brechas nas cercas de proteção da igreja para poder entrar.

Um pastor é um reparador de brechas.

Um reformador de cercas.

Deve observar, primeiro em si, e em seguida nos demais, se há espaço para a ação do inimigo.

Como fazer, como executar, como cumprir esse ministério nos moldes da igreja de hoje?

Como apascentar sem conhecer o rebanho?

Como aconselhar se não conheço a realidade de minhas ovelhas?

Onde trabalham?

Com quem mora?

Que problemas de saúde tem?

Nem seu nome sei ao certo…

As grandes denominações se transformaram em depósitos de crentes, quando deveriam ser apriscos.

Foi isso que Jesus idealizou para sua igreja ser: APRISCOS

“Haverá um rebanho e um pastor” – Ele disse.

A situação que encontramos hoje é trágica.

As câmeras de TV vagam pela igreja em busca do rosto mais contorcido pelas lágrimas.

Atrás do milagre que possa respaldar o nome da denominação.

Mas quem são essas pessoas?

Onde vivem?

Seu pastor a visita?

Compartilha com elas sonhos e sofrimentos?

Sabem onde moram e qual é o seu nome?

São pastores?

Ou seriam administradores eclesiásticos?

Ou ainda fariseus, que cumprem exatamente o que disse Jesus sobre eles:

“Fazem tudo à vista dos homens para serem vistos”.

Se sobem no monte, divulgam.

Se fazem vigília, divulgam.

Se fazem ação social, divulgam.

Por que não divulgam sua conta bancária também?

As contas da denominação, como fazem as igrejas tradicionais?

Os bens que adquiriram depois que entraram no ministério.

Até políticos fazem assim.

Ainda mais hoje, que não sabemos distinguir um do outro.

De tão parecidos que são.

Conhecendo Jesus como conheço me pergunto sempre:

Onde ele congregaria, se voltasse a terra como uma simples ovelha?

Onde ele se sentiria melhor?

Seria no ar-condicionado das salas acarpetadas e dos bancos suntuosos, brindados com um maravilhoso púlpito de acrílico?

Ou na igrejinha de bancos de madeira, talvez igual aos que ele fazia, de púlpitos improvisados como ele sempre fez?

Seria nos altares luxuosos abarrotados de políticos ímpios e descrentes hipócritas que odeiam crentes, mas que durante o período político saúdam a igreja com a ‘paz do Senhor’?

Ou na pequena congregação onde o pastor senta para comer junto com as ovelhas e todos repartem o pão com singeleza de coração?

Essa igreja de hoje não pode ser a herdeira daquela que se mostrou pro mundo no dia de Pentecostes.

Decididamente não.

Quem quiser pode me chamar de atrasado, romântico, desatualizado, pré-histórico.

Eu sei que os tempos mudaram.


Mas a Palavra de Deus permanece a mesma.

Até o próximo post!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

QUEBRANDO OS PARADIGMAS E SOFRENDO AS CONSEQUÊNCIAS!

PRÁTICAS MUNDANAS NÃO DINAMIZAM A IGREJA

Replicando 
Tenho visto e ouvido falar da introdução de práticas mundanas nos cultos como forma de diferenciação e inovação. 

Práticas nunca antes imaginadas e acalentadas pelos cristãos entram pela porta da frente das igrejas e encontram abrigo na mentalidade infantil e distorcida de muitos líderes. 

Vi um vídeo onde um grupo de capoeira se apresenta no meio de um culto e ali foram praticadas seus rituais e danças como se fosse em uma praça pública. 

Tudo isso em nome do diferente e do inovador. 

Perguntei-me o porque daquilo tudo. 

Não consegui respostas minimamente razoáveis. 

A prática de esporte nada conflita com o culto a Deus, mas introduzir isto em um culto no mínimo é anular o culto. 

Esses acréscimos que em outros lugares de culto chegam a contar com lutas diversas antes do culto e etc. demonstram a falência da igreja gospel. 

A verdadeira igreja não se submete a isso.

Ao nos convencermos que algo precisa mudar dentro da igreja e este algo não está claro para nós, tentamos de todas as formas apresentar alguma alternativa ao status quo reinante. 

Essa mudança precisa vir de qualquer maneira, pois, existe a convicção ou sensação que algo está errado e precisa mudar. 

Muitas vezes a mudança que tanto almejamos para a igreja deveria começar dentro de nós mesmos

Normalmente o homem sempre vai transferir para outrem sua angústia existencial ou seu desassossego interior. 

Ao invés de tomar a auto responsabilidade como padrão de vida e dar novos rumos à sua existência, vai achando culpados para suas crises pessoais, como fez Adão no paraíso quando Deus o interpelou e ele não tendo respostas jogou para Eva a responsabilidade da crise instalada. 

Daí vivenciarmos coisas desagradáveis e inúteis em nome de Deus como se tudo fosse normal.
Um dos lemas posteriores da Reforma Protestante foi: “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” (Igreja Reformada Sempre se Reformando). 

Verdade que precisamos desesperadamente resgatar e viver em nossos dias. 

Para muitos reformar a igreja implica em afrouxar a teologia, desprezar a doutrina e introduzir novos elementos na liturgia. 

Entendem que uma igreja que se reforma deve ser criativa, no sentido de ser bastante aberta nas questões doutrinária, metodológica e cúltica. 

Tentam trazer vida para um sistema moribundo através de coreografias, misticismos exacerbados e comportamentos limítrofes com o paganismo, como se isso provocasse a reforma necessária. 

O grande equívoco nesta forma de pensamento e comportamento é que quando esta máxima “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est”, de autoria do reformador holandês Gisbertus Voetius (1589-1676) e já vivida por Lutero nos primórdios da Reforma em 1517, não tinha a intensão de inovar a maneira de ser, haja vista, os excessos de inovações introduzidos pela igreja romana ao longo dos séculos, culminando nas vendas de indulgências e relíquias, coisas que Lutero lutou para extirpar da igreja. 

Na realidade Lutero percebeu que reformar não era inovar a sua teologia ou a sua liturgia, mas sim, restaurar e redescobrir aquilo que havia se perdido ao longo de mais de 1000 anos de história chamado erroneamente idade das trevas, quando a Bíblia já havia deixado de ser o fundamento doutrinário da igreja e prevaleciam as tradições resultantes das decisões dos concílios e interesses financeiros e políticos dos papas. 

Logo, o resultado da Reforma Protestante no século XVI não foi um movimento inovador, mas restaurador, purificador, esterilizante, um retorno às origens, um retorno à Palavra de Deus, uma busca incessante pela simplicidade bíblica, que hoje em dia desapareceu de nosso meio.

Por vezes, o lema supracitado tem sido usado de maneira equivocada e totalmente desvirtuada. 

Muitos o utilizam como pretexto para introduzir novidades, modismos e ideias politicamente corretas na igreja. 

Aqui, volto a repetir, estar sempre se reformando não é sempre inovando ou buscando incessantemente criatividade. 

Isso é próprio dos meios de comunicações que precisam diversificar constantemente para não perder seu publico. 

Ao nos conformarmos com a mentalidade do mundo teremos como corolário um afrouxamento litúrgico, teológico e abriremos as portas para o mundanismo. 

Estar sempre se reformando é buscar continuamente o retorno ao cristianismo bíblico e básico, reafirmando as doutrinas e práticas das Escrituras Sagradas.

Creio que esta busca alucinada pelo novo e inovador tem levado a igreja esquecer que seu poder dinamizador não está no desconstrutivismo litúrgico ou teológico, na introdução de praticas exóticas como meio de atrair ou descontrair uma plateia, mas na dinâmica do Espirito Santo. 

Este Espirito dinamizador é que quebra a monotonia da religiosidade, expulsa o mundanismo da igreja e a enche de vida. 

Esse Espirito que provoca ações e reações dignas de Deus e para louvor de Sua glória. 

É esse Espírito Santo que abre as comportas interiores para fluírem os rios de águas vivas.

Sim, o lema “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” está vivo e pede passagem. 

Ele clama por ser vivido pelo povo de Deus. 

Desafia-nos a redescobrir e vivermos a simplicidade e pureza das Escrituras Sagradas no poder do Espírito. 

Assim sendo, experimentaremos novidade vida. 

Nossos cultos não serão monótonos. 

Nossas orações serão arrebatadoras. 

A pregação da Palavra será o centro de nossos cultos. 

E no final de tudo Soli Deo Gloria.
Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza