quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Fenômenos culturais e espirituais.......

João A. de Souza Filho

Fenômenos culturais e espirituais no culto a Deus

Por: Pr. João de Souza em 18/02/2015
Existem dois fenômenos na igreja brasileira que tento entender, e, por mais que reflito e analiso não consigo chegar a uma conclusão. Escrevo em relação a evolução ou involução da liturgia da igreja – e aqui uso a palavra liturgia no seu sentido nato que é o serviço que o povo faz para Deus, e não o que comumente se pensa sobre liturgia, como uma ordem ou ritual de um culto tradicional e rígido.
Liturgia é uma palavra que procede de leitourgos no grego e que quer dizer serviço do povo. Pois o que o povo faz para Deus mudou nos últimos anos. E foi uma mudança drástica, mas também trágica. Drástica, porque até mesmo as igrejas mais tradicionais mudaram sua forma de culto, e trágica porque o tipo de culto ou serviço que hoje se faz a Deus assemelha-se mais a um show do que um serviço ou liturgia a Deus.
Analisar as tendências culturais que afetam a sociedade e, por sequência o culto das igrejas é um trabalho difícil. Não é possível em um artigo analisar as tendências culturais e espirituais dos últimos anos, quiçá, dos últimos quarenta anos. E usei a palavra “quiçá” propositalmente para identificar os anos de vida que tenho no ministério, pois esta palavra não mais é usada no português. Aqui tem o sentido de “quem sabe”...
O que acontece nos cultos das igrejas é um fenômeno mais cultural que espiritual, mas que de certa forma afetou substancialmente o conteúdo do culto de nossas igrejas, tanto positiva quanto negativamente. Mas, também é um fenômeno espiritual, como explico mais adiante.
Vamos ao que é cultural. Nos últimos trinta anos a forma do culto mudou. Saímos de um sistema rígido de culto, em que as pessoas ficavam presas aos bancos e aos hinários e caímos em outro extremo onde vale-tudo. Tão-forte é o liberalismo nos cultos a Deus, especialmente na música que, em algumas igrejas perdeu-se a noção do que é bom e do que é ruim no culto a Deus. Pelo lado bom os novos modelos de culto arrancaram as pessoas das formas litúrgicas trazidas pelos missionários norte-americanos, europeus e escandinavos e deu mais movimento e maior liberdade de expressão aos crentes no culto a Deus. Entretanto, não se esquecer que uma coisa positiva havia no sistema europeu de cultos: Participava-se de uma liturgia que conduzia os irmãos a adoração sincera, ao arrependimento e confissão de pecados.
Eu mesmo fui um inovador nessa questão da liturgia do culto a Deus e meus leitores antigos hão de se lembrar dos sete livros que escrevi nesta área, desde o Ministério de Louvor da Igreja em 1986 até 2011 quando foi lançado O Livro de Ouro do Ministério de Louvor, em que corrigi os rumos que os músicos tomaram nas últimas décadas.
Pelo lado negativo essa nova geração de músicos – a quem recuso chamar de levitas, classe sacerdotal que deixou de existir depois que Cristo o nosso Sumo Sacerdote realizou a obra da perfeição para todo sempre – afetou os crentes em algumas áreas:
1. Tirou dos cultos o senso de reverência e respeito. As pessoas entravam nos templos cientes de que estavam ali para adorar a Deus e a música do piano e do órgão convocava o povo a adoração. Não que o órgão e o piano fossem instrumentos mágicos da liturgia; era o que se tinha naquele tempo quando não havia sonorização nas igrejas. Ora, hoje, qualquer outro instrumento musical, bem tocado, pode fazer a mesma coisa.
2. Ligado a isto fica a pergunta: E por que os novos instrumentos não trazem reverência e respeito? Por que o tipo de música que é tocado não conduz o povo a reflexão, a adoração e ao temor de Deus, e o povo nem sabe o que está cantando! Pela simples razão de que os instrumentos são executados com som alto demais; quase ensurdecedor, enquanto no fundo um pastor ora, gritando, porque sua voz é abafada pelo som da música. E isto tira do povo o senso de reverência. Os ouvidos doem, as palavras ditas são incompreensíveis e o que se ouve é só gritaria. Pois, onde existe gritaria alguém tem que gritar mais alto para ser ouvido.
E não é aquela gritaria de “poder”, como nos cultos pentecostais. Apenas gritaria!
O que venho percebendo é que os líderes, na abertura do culto sentem necessidade de orar com som alto; o som é o que os motiva e não a necessidade de buscar a Deus!
3. O ponto acima está ligado ao que vou dizer agora: A abertura dos cultos e o tempo de louvor foram entregues aos animadores de platéias. Por isso falei anteriormente que é algo cultural. Basta assistir pela TV a uma partida de voleibol e ouve-se ao fundo a voz do animador da platéia; os dirigentes de louvor copiaram do mundo a forma de animar as pessoas como se estivessem num rodeio de Barretos ou num jogo de competição!
“Olha a Portela aí, gente!”, foi copiada nos cultos pelos animadores que conclamam o povo dizendo: “vamos adorar aí, gente!”, enquanto rufam os pratos e tambores da bateria e as guitarras-solo lançam no ar sons estridentes, acompanhadas do baixo que treme as janelas do templo!
Hoje, os cultos são semelhantes a um baile de forró, a um desfile de carnaval, a uma festa ou show; só muda a letra do cântico – quando muda!
4. Acrescente-se a tudo isso o jogo de luzes coloridas que mudam a todo instante conforme o som mais elevado ou mais brando da música. Às vezes, pergunto se estou numa reunião de adoração ou numa festa rave.
5. Som alto demais, de doer os ouvidos. Em algumas igrejas recuso-me sentar na primeira fileira ou no púlpito durante o período de louvor, e, quando o faço coloco tampões de ouvidos para abafar o ruído da música, ou desculpo-me saindo para o banheiro masculino e fico do lado de fora do templo até a hora em que tenho de pregar. Sei que o som agudo da guitarra ou o som do contrabaixo podem coagular as proteínas do organismo e causar infartos. Isto é científico. Além de causar surdez precoce!
Faz parte da história o tempo em que se ouvia a Deus através de uma profecia espontânea no meio do culto, às vezes vinda lá de traz do templo, pelas simples razão de que hoje os músicos não dão trégua nem tempo para Deus falar. Só eles querem falar, e falam o tempo todo sem cessar, enquanto soa o “pra-ti-qui-bum-bum-bum” dos instrumentos.
Até onde essas mudanças culturais afetam a espiritualidade da igreja?
1. Os dirigentes de louvores ultimamente, e até os pastores não se preocupam com o que Deus quer no culto e, sim com o que o povo gosta de ouvir. Trato sobre isto nos meus livros, especialmente em O Livro de Ouro do Ministério de Louvor, que pode ser adquirido em www.Z3ideias.com.br.
Precisam aprender que o culto é pra Deus e não para o povo e devem buscar em oração músicas que agradem a Deus e que Jesus sinta-se à vontade para cantar junto com a igreja, como diz o texto dos Salmos repetido em Hebreus:
“Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo: A meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. E outra vez: Eu porei nele a minha confiança. E ainda: Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu” (Hebreus 2.11-13).
Pergunto-me, quando estou em cultos assim, se Jesus está cantando no meio da igreja! Ou está lá fora esperando a hora de entrar!
2. Trazem para a reunião da igreja a música do último lançamento que ouvem na rádio como se aquela música fosse a voz de Deus para a igreja. Às vezes é o pior lixo musical! E, pior! O povo nem conhece o hino!
3. Não sabem fazer diferença entre música solo e música congregacional. A música solo permite extravagâncias do dirigente, mas a música congregacional é em tom médio, com letra fácil e poética, a métrica se encaixa no compasso e é de fácil assimilação. A música solo é difícil e exprime o sentimento do autor e não do povo. Especialmente as músicas traduzidas têm frases inteiras que não cabem no compasso: Você tem que engolir as palavras pra acompanhá-la no telão.
4. Para os novos dirigentes e músicos a espiritualidade está no som e não na letra. Ora, o que torna um cântico aceitável a Deus é a letra que se canta para ele; e não o que se entoa apenas por se entoar para nós mesmos. Não é o ritmo, os instrumentos ou a melodia que agradam a Deus, mas a reverência das letras entoadas a ele.
5. A nova geração de músicos ainda não soube se purificar do “espírito de músico”. Ora, o espírito de músico sempre chama atenção para a música e para si mesmo e nunca para Deus. Tais músicos se ressentem quando alguém lhes chama atenção de que o som está alto ou de que não estão afinados com o que Deus quer no culto da igreja. Pior ainda é quando alguém chama a atenção deles de que os instrumentos não estão afinados entre si. Saem do culto zangados e furiosos!
6. A nova geração de músicos insiste em tocar até o que não conhecem, porque precisam mostrar habilidade para o povo, quando deveriam sentar-se e ficar quieto. Esta nova geração não sabe o que é ouvir a Deus no culto, porque só querem ouvir o som que lhes agrada!
7. Os pregadores também são culpados, porque permitem que se faça fundo musical enquanto eles pregam; educadamente dispenso as músicas de fundo porque elas tiram as pessoas do foco da pregação.
8. E finalmente veja o que acontece quando o culto termina. Os músicos aproveitam aquele momento pra dar o seu último show particular e aumentar todo o volume a ponto de não se conseguir conversar com as pessoas nem orar por elas, porque não se ouve o que as pessoas dizem nem elas ouvem nossa oração. Músicos aprendam uma coisa: Quando o culto termina, o tempo de vocês acabou. Desliguem seu som e desçam da plataforma do orgulho para serem ministrados pelos pastores!
João Antônio de Souza Filho
Autor de: Ministério de Louvor da Igreja; O Louvor e a Edificação da Igreja; Ministério de Louvor: Revolução na Vida da Igreja; Cânticos ou Mantras: O que estamos entoando em nossos cultos; Deixem Soar os Tamborins; Formando Verdadeiros Adoradores; O Livro de Ouro do Ministério de Louvor da Igreja

Cat.:Análise da Igreja Moderna Louvor & Adoração

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

AFINAL DE CONTAS, A liderança pastoral feminina é bíblica?

Pérolas de uma " pastora ". 

A liderança pastoral feminina é bíblica?



Estava acessando minha conta de e-mail quando me deparei com uma mensagem eletrônica com um título bastante atrativo: “Liderança feminina é bíblica?”. O e-mail era proveniente da esposa de um famosíssimo pregador “assembleiano”, pregador este que há muito perdeu minha confiança e admiração por apregoar heresias e fantasias “teológicas” sem embasamento bíblico algum.

Confesso que ainda veio em mim uma certa dúvida quanto à posição da referida “pastora”, ou “líder”, como queiram. Fiquei na dúvida, pois a mesma e seu esposo famoso ainda são (pelo menos oficialmente) crentes pentecostais da Assembléia de Deus, igreja que corretamente mantém sua posição contrária a ordenação pastoral feminina (exceto outros ministérios que já cederam a esse modismo e novidade), mas também por conhecer a sede de mudança de confissão e práticas doutrinárias do referido pastor fiquei na dúvida quanto ao posicionamento da irmã. Infelizmente a última opção foi a ocorrência casuística.

Em uma produção teológica pobre e cheia de “pérolas” que contrariavam princípios da Teologia Sistemática, a “pastora” tentou efetuar uma defesa que não saiu do título de seu artigo, pois a resposta principal não fora dada claramente, ou seja, se a liderança (pastoril) feminina é bíblica ou não.

A irmã diz: “Então eu pergunto amigo leitor, a lei ainda proíbe que as mulheres falem em local público? É atualmente vergonhoso ou desonroso a mulher ensinar?”. Sinceramente eu não sei de onde a irmã tirou a conclusão de que as mulheres da igreja primitiva não falavam em local público e não ensinavam. Tirando conclusões precipitadas de 1 Co 14:33-35 e 1 Tm 2:11,12, a irmã mostra desconhecimento bíblico, especialmente de passagens como At 21:9 e 1 Co 11:5, que mostram a mulher profetizando, especialmente 1 Co 11:5 que diz: “Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada”, as profecias e as orações aqui citadas eram realizadas na igreja (cf. 1 Co 11:18), portanto, as mulheres oravam e profetizavam na igreja (em público). A Bíblia também nos mostra a importância da mulher no ensino da Palavra (cf. At 18:26), no ensino daquilo que aprendiam dos apóstolos, como vemos no caso de Lídia que aprendeu de Paulo e repassava em sua casa aquilo que ouvira do apóstolo dos gentios (cf.At 16:14,40); vemos ainda o ensino de Paulo sobre a função das mulheres em Tt 2:3-5“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada”.

O próprio Timóteo fora inteirado desde sua meninice do conhecimento da Palavra pela sua avó Lóide e pela sua mãe Eunice (cf. 2 Tm 1:5 e 3:14,15).

Realmente, a irmã “pastora” parece não ter tido conhecimento destas passagens bíblicas. Ela ainda disse, corroborando a questão, que: “Na nossa sociedade é perfeitamente normal a mulher ensinar, a maioria dos professores do ensino básico, e fundamental são mulheres. Elas estão nas universidades, nas empresas, no lar, no comércio, desenvolvem trabalhos brilhantes, e são cada vez mais reconhecidas. Se Deus deu as mulheres todas estas habilidades e capacidades, é porque deseja que elas as usem”. Como já fora exposto, Deus realmente sempre quis usar a mulher para fazer também a sua obra, além de tê-la capacitado também de inteligência para realizar ofícios seculares, mas é claro, respeitando-se sua função de mãe e dona de lar (cf. Tt 2:3-5; 1 Co 7:34; Pv 14:1; Sl 113:9).

Mas a grande pérola teológica da “líder” foi a de comentar a proibição de Paulo em 1 Tm 2:11,12, ao dizer: “Esta proibição, parte de Paulo para Timóteo e não de Cristo, sejamos sábios”. Realmente uma coisa que falta a essa irmã é sabedoria de doutrina bíblica. Ao dizer tal afirmativa a irmã simplesmente trouxe um relativismo perigosíssimo no que diz respeito à autoridade dos ensinos bíblicos. Aonde fica o princípio das palavras de Paulo “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” 2 Timóteo 3:16? O próprio apóstolo Paulo ao concluir o seu sermão de 1 Co 14:33-35(texto citado pela própria pastora como sendo algo não aplicável nos dias de hoje) diz nos versos 37 e38“Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. Mas, se alguém ignora isto, que ignore”. É, parece que Paulo já previa que alguém em um tempo futuro iria tentar distorcer os ensinos referentes ao papel do homem e da mulher no seio da igreja e da casa. Infelizmente a dita “líder” preferiu ignorar ao invés de reconhecer que os ensinos de Paulo proviam de Deus e não dele mesmo. Oras, é fundamento da Teologia Sistemática e da Reformada (que não deixam de ser a mesma) que a Bíblia é a Palavra de Deus escrita aos homens por intermédio de pessoas santas e que se deixavam usar pelo Espírito Santo para escrever aquilo que proviera de Deus para o homem, para a sua Igreja. Paulo com certeza era um homem usado por Deus e conhecedor dos ensinos e do coração de Deus, portanto foi (como é notório de todos) usado grandemente para ensinar e compor com alguns de seus escritos divinamente inspirados a Bíblia Sagrada.

O ensino teológico como sendo a Bíblia a Palavra de Deus escrita aos homens, infalível, inerrante, completa, soberana, permanente e a nossa única regra de fé e fonte máxima de autoridade está presente em toda a Bíblia (Dt 29:29; Sl 18:30 e 19:7; Is 40:8; Mt 5:18 e 22:29; Mc 13:31; Lc 1:1-4; Jo 5:39 e 17:17; At 17:11; Rm 15:4; 1 Co 4:6 e 14:37; 2 Tm 3:15-17; 2 Pe 1:20,21 e 3:15,16; Ap 1:3 e 22:18,19).

Como fora exposto mais acima é clara a importância da mulher tanto para a igreja, família e sociedade, podendo a mesma ensinar (principalmente para mulheres e incrédulos), pregar, orar, profetizar e trabalhar. Agora, sinceramente, atribuir à mulher a autoridade eclesiástica do ensino e instrução do rebanho de Deus, como seja, atribuir a liderança pastoral de uma igreja local a uma mulher, é, sem sombra de dúvidas, algo estranho à Bíblia Sagrada. O texto de 1 Co 11:3 é claro em seu significado: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo”. Cabeça quer dizer que não há nada superior, não há autoridade acima de uma cabeça, além de denotar a idéia de sabedoria. Percebemos que o homem é a cabeça da mulher assim como Cristo é a cabeça de todo o homem (ou igreja); a relação de sujeição nas duas situações deve ser a mesma, conforme Ef 5:24 que diz: “De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos”. A sujeição é uma questão de ordem e não de inferioridade; a Bíblia nos manda sermos sujeitos ao Estado (Rm 13:1-5; 1 Pe 2:13-17), mas sabemos que não somos inferiores ao mesmo. O nosso Deus é um Deus que gosta de ordem!

A Bíblia simplesmente não fala em pastoras ou bispas, mas sempre usa estas funções eclesiásticas pro masculino. O governo feminino não é visto como algo aprovado por Deus para o seu povo, conforme Is 3:11 que diz: “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa do seu governo. Ah! Povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho das tuas veredas”. Débora não passou de uma exceção; e Ester não governava, mas sim o Rei Assuero. O próprio motivo pelo o qual Deus criou a mulher mostra que a mesma não pode exercer qualquer tipo de comando sobre o marido, seja em relação espiritual ou material, sendo a mesma uma ajudadora do homem (cf. Gn 2:18), assim é o que diz 1 Tm 2:12-13 “nem use de autoridade sobre o marido... porque primeiro foi formado Adão, depois Eva”.

Por fim, para não citar outras inúmeras referências e raciocínios em favor da não ordenação de mulheres ao pastoril, encerro com o comentário de Donald C. Stamps, em sua Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, do verso 2:12 de 1 Tm 2 que diz assim:

“2.12. O homem e a mulher são igualmente amados e preciosos à vista de Deus (Gl 3.27,28). Porém foi ao homem que Deus entregou a responsabilidade de direção da família e da igreja.
(2) O ensino de Paulo quanto à mulher não ensinar como dirigente da igreja, vem dos princípios estabelecidos pelo Criador para o homem e a mulher, quando da sua criação original (Gn 2.18; 1 Co 11.8,9; 1 Tm 2.13 nota), e dos efeitos da entrada do pecado na raça humana (1 Tm 2.14)”
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Anchieta Campos

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Pare e Pense!



Os dias em que vivemos são complexos e repletos de desafios.
Nas áreas política, empresarial e institucional existe a expectativa de que os líderes sejam ao mesmo tempo íntegros, competentes e dinâmicos.
Essa expectativa também se verifica no meio religioso, mas com um diferencial.
Os ministros devem prestar contas de seus atos não somente á suas ovelhas!, mas principalmente àquele que os vocacionou e capacitou para o seu nobre ofício – o próprio Deus.
Numa época em que o trabalho pastoral se torna uma atividade entre outras, em que os ministros correm o risco de serem meros “profissionais do púlpito”, em que motivações secundárias ou menores buscam a supremacia no coração dos pastores, vale a pena ouvir a exortação de Paulo ao seu colega mais jovem: “Cumpre cabalmente o teu ministério” (2 Tm 4.5).
Ai dos pastores infiéis (Jeremias 23:1-4)
Deus falou aos líderes em Judá, dizendo que eram culpados de negligenciar e maltratar o rebanho dele.
Preste atenção nos verbos que ele usa para descrever a conduta destes pastores: destruir, dispersar, afugentar e não cuidar.
Pastores devem juntar, alimentar, cuidar, guiar e proteger, mas os pastores de Israel faziam tudo ao contrário!
Outra coisa marcante neste parágrafo é a maneira que Deus fala do rebanho.
Ele o descreve como “o meu povo”, “as ovelhas do meu pasto” e “as minhas ovelhas”.
A linguagem dele mostra o problema raiz do comportamento errado dos líderes.
Eles não amavam o povo como Deus o amava!
Para eles, ser pastor era uma posição de destaque, honra e privilégio.
Para Deus, ser pastor era uma posição de responsabilidade, sacrifício e amor.
Hoje, ainda há muitos que olham para o cargo de pastor como uma posição de honra a ser cobiçada.
Buscam o destaque e desejam a honra diante dos homens.
Ao invés de agir humildemente como pastores no rebanho local (veja 1 Pedro 5:1-3), apresentam-se em todo lugar com o “título” de pastor.
Em outras palavras, “Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens” (Mateus 23:6-7).
Tais pastores não qualificados não cuidam do rebanho como devem.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O VELHO ADVERSARIO!




"Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher: 'Foi isto mesmo que Deus disse: Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim?'" (Gênesis 3:1)

A serpente que vivia no Jardim do Éden era esperta. 

Quando ela planejou levar o primeiro homem e a primeira mulher ao pecado, ela conseguiu.

Aponto isso porque precisamos saber quais são as estratégias de satanás. 

Ele não mudou nem um pouco. 

Basta olhar para os seus ataques e tentações na Bíblia para você perceber que ele usa as mesmas táticas ainda hoje.

Se aprendermos quais são essas estratégias, poderemos reconhecer o que ele está fazendo. 

Vamos ver como Satanás tentou Eva no Jardim.

"Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E ela disse à mulher: 'É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?' E disse a mulher à serpente: 'Podemos comer do fruto das árvores do jardim; mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: 'Não comereis dele, nem nele devereis tocar, para que não morram.' Então a serpente disse à mulher: 'Você certamente não vai morrer. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal.'"(Gênesis 3: 1-5)



Nos versos acima, vemos três coisas que Satanás fez para provocar a queda de Eva:

1. Ele questionou a palavra de Deus.

2. Ele negou a palavra de Deus.

3. Ele a substituiu por sua própria mentira.

Eva estava no lugar errado, na hora errada, ouvindo a voz errada, o que a levou a fazer a coisa errada. 

Mas não culpo Eva ou Adão. 

Se tivéssemos vivido no Jardim, teríamos provavelmente feito a mesma coisa.



Estejamos, portanto, atentos às táticas do diabo pois ele quer que estejamos sempre no lugar errado, ouvindo a voz errada, e fazendo a coisa errada.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Fundamentos para CULTO DE PASSAGEM DE ANO ou CULTO DE ANO NOVO

Fundamentos para CULTO DE PASSAGEM DE ANO ou CULTO DE ANO NOVO


Em defesa do culto de passagem de ano


Sabemos todos que vivemos dias de apostasia na Igreja, mais um dos muitos sinais que estão a indicar a proximidade do arrebatamento da Igreja e do término da dispensação da graça.

No entanto, as manifestações desta apostasia não podem ser simplesmente ignoradas pelos servos do Senhor Jesus, até porque devemos, como nos ensina Judas, o irmão do Senhor, “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd.3 “in fine”), inclusive reagindo como nos ensina o pastor Natanael Rinaldi, considerado o maior apologista evangélico brasileiro, que afirmou, em entrevista, que “temos de agir amando a verdade como eles [os hereges, observação nossa] se apegam à mentira” (Apologética, ano 2, ed. 9, p.65).

Assim, não podemos nos calar quando vemos movimentos dentro de nossas igrejas locais que são sinais desta apostasia, sendo nosso dever denunciá-los e, no limite de nossas forças, fazer com que sejam neutralizados e retrocedam, “salvando alguns, arrebatando-os do fogo” (Jd.23 “in initio”), para usar, uma vez mais, de uma expressão de Judas.

Temos notado que, de forma crescente, muitas igrejas locais têm banido de suas atividades o “culto da passagem de ano”, aquele culto em que a Igreja se reúne para ver, a um só tempo, o final do ano em curso e o início de mais um ano.

Muitos têm justificado esta retirada com diversos argumentos: são muitos os irmãos que viajam nesta época do ano e, portanto, a frequência de tal culto é diminuta; o horário do culto é sacrificante para os irmãos, máxime nas grandes cidades, onde a violência e criminalidade só fazem aumentar; trata-se de um momento eminentemente familiar e se deve prestigiar a vida familiar dos irmãos.

Todas estas “justificativas”, entretanto, não passam de desculpas para se esconder o que realmente está ocorrendo para que alguns já tenham retirado este culto de suas agendas: a apostasia, o distanciamento de suas vidas do Senhor Jesus.

O “culto da passagem de ano”, por primeiro, não é uma invenção nem tampouco uma “tradição” criada no bojo das igrejas evangélicas e do movimento pentecostal.

Verdade é que, na história das Assembleias de Deus, vemos que se trata de uma prática que já era adotada pelos pioneiros, como, v.g., Gunnar Vingren que retornou aos caminhos do Senhor no culto de vigília de Ano Novo em 1896, quando tinha 17 anos de idade (VINGREN, Ivar. Diário do pioneiro Gunnar Vingren. 5.ed.,  p.20), prática que instalou nas nascentes Assembleias de Deus, visto que noticia que, no culto de ano novo de 1914, o Senhor usou em profecia a irmã Celina Albuquerque, a primeira pessoa a ser batizada com o Espírito Santo em terras brasileiras (op.cit., p.68).

Entretanto, a ideia de celebração solene diante de Deus da passagem de ano vem-nos da própria lei de Moisés. A “festa das trombetas”, realizada no dia primeiro do mês sétimo (Lv.23:24,25) é o que se denomina de “Ano Novo Judaico”, o conhecido “Rosh Hashanah”, solenidade “…cujo significado e solenidade, para os devotos…”, segundo o estudioso judaico Nathan Ausubel diz que “…só está abaixo do dia de Iom Kipur, o Dia da Expiação…” (Rosh Hashanah”. In: A JUDAICA, v.6, p.732).

Verificamos, pois, que o Senhor desejava que o Seu povo, na passagem de um ano para o outro, fizesse isto de forma solene, a fim de que se lembrasse de que a passagem do tempo é uma dádiva divina, é um momento, um instante em que devemos recordar de nossa dependência de Deus e da circunstância de que o tempo é uma realidade para os homens, o que, entretanto, inexiste para o Senhor.

O judeu francês Émile Durkheim (1858-1917), considerado o primeiro sociólogo moderno, em seus estudos, bem demonstrou que um dos papéis da religião na sociedade é o de dar noções de espaço e de tempo, noções fundamentais para o próprio desenvolvimento do raciocínio humano.

Ao determinar a celebração da passagem do ano (como também o princípio do meses, cf. Nm.10:10), o Senhor queria deixar bem claro a Israel de que Ele é o Senhor do tempo, que Ele é eterno e que tudo o que ocorre no tempo é algo que está diante d’Ele e que devemos ser agradecidos ao Senhor por tudo o que aconteceu, lembrando também que de tudo daremos conta a Ele.

Embora não estejamos debaixo da lei, é evidente que os princípios que norteiam a celebração da passagem de ano permanecem na graça, visto que têm a ver com a soberania divina, a gratidão do povo de Deus e a consciência de que a passagem do tempo é um sinal da dependência do homem em relação ao seu Criador.

A existência de um culto de ano novo, portanto, é uma forma de a Igreja agradecer a Deus pela passagem deste tempo, de recordar a sua responsabilidade pelos atos praticados e de reafirmar a dependência que temos em relação a Deus em tudo o que fazemos.

O calendário, como diz Durkheim, ajuda-nos a organizar a nossa mente, a fazermos uma análise de nossas atitudes e de nossa vida, a fazermos um autoexame, o que é fundamental para que nos mantenhamos em comunhão com o Senhor (cf. I Co.11:28). Não é desarrazoado, aliás, que muitas igrejas locais tenham aproveitado a ocasião para também celebrar a ceia do Senhor, máxime nas denominações que o fazem anualmente.

O culto de ano novo encerra, assim, uma importante mensagem: a admissão de que o período de tempo transcorrido se deve única e exclusivamente ao Senhor e que d’Ele dependemos em tudo, motivo pelo qual sempre iniciamos e terminamos o ano na presença do Senhor.

O culto de ano novo traduz a completa dependência que temos do Senhor, o reconhecimento de que “sem Ele nada podemos fazer” (cf. Jo.15:5 “in fine”), de que Ele ocupa a primazia em nossas vidas, pois Ele é “o princípio e o fim” (AP.1:8; 21:6; 22:13).

Ao começarmos e terminarmos um ano na presença do Senhor, reunidos em Seu nome, na igreja local, estamos declarando a todos que o Senhor é a razão de ser de nossas vidas, de que não mais vivemos para nós mesmos, mas para Ele (Gl.2:20).

Quando, porém, pomos outros interesses acima desta celebração, estamos, simplesmente, admitindo que a reunião coletiva da Igreja, o culto a Deus na igreja local é algo que ocupa apenas o “tempo de sobra”, algo que é secundário.

Dizer que a frequência da igreja é diminuta nesta época do ano, o que justificaria a retirada deste culto da agenda é uma falácia, pois o Senhor diz que estará presente onde estiverem dois ou três reunidos em Seu nome (Mt.18:20) e esta diminuta frequência, ademais, não retira da agenda outras reuniões, como as do meio de semana, cada vez mais vazias.

Dizer que o horário do culto é sacrificante para os irmãos é também outra falácia, pois, em outras reuniões (e algumas nada edificantes), não se verifica a questão de horário, quando isto convém, e em períodos onde não há uma intensa movimentação, como ocorre nos finais de ano, onde há uma tradição da espera do novo ano e um intenso e anormal movimento nas ruas, inclusive nas grandes cidades, apesar do horário.

A propósito, muitos que “não querem se sacrificar” ficando até meia noite nas igrejas locais, são os mesmos que, “livres do compromisso do culto de ano novo”, vão se somar a multidões à espera do ano novo nas ruas, em ambientes e circunstâncias muito mais perigosos, como são as concentrações de “réveillon” tradicionalmente organizadas nas cidades. Deixa-se de realizar os cultos de ano novo e os crentes vão para os foguetórios, para os “shows de virada” e tantas coisas nada edificantes do ponto-de-vista espiritual…

Dizer que se trata de um “momento familiar” e de que o culto de ano novo prejudicaria a vida familiar dos irmãos é outro raciocínio enganoso, visto que o culto de ano novo é, precisamente, o momento em que a família pode estar diante de Deus para agradecer ao ano que termina e pedir as bênçãos de Deus para o ano que começa. Caso o salvo não tenha seus familiares na casa do Senhor, isto não o impede de convidá-los para ir ao culto ou de, primeiro, adorar a Deus e, em seguida, dirigir-se até onde estão seus familiares para com eles compartilharem o momento festivo.

Estes crentes que querem ter “um momento familiar”, por acaso, na passagem do ano, realizam “culto doméstico” em suas casas? Evidentemente que não, até porque não o fazem o ano inteiro, por que o fariam agora? Que “preocupação com o momento familiar” é esta se não há sequer comunicação entre os membros da casa durante o ano? Tudo não passa de uma artimanha para se fugir da presença do Senhor.

A propósito, estes mesmos que se dizem “preocupados com a vida familiar”, montam agendas durante o ano que, na prática, inviabilizam a vida familiar de seus membros, a indicar que não é este o real motivo para o banimento do culto de ano novo.

O que temos, pois, na verdade, para esta prática que se tem intensificado é um sentimento de distanciamento do Senhor. As pessoas, apesar de se dizerem cristãs, estão cada vez mais deixando Deus de lado, não se sentem dependentes do Senhor, não põem Deus em primeiro plano, não têm mais a consciência de que sem Ele nada pode ser feito.

Por isso, querem aproveitar os momentos festivos para se divertirem, para o entretenimento, não tendo mais uma vida compromissada com Deus. É este o verdadeiro espírito que está por detrás de medidas como estas, que traduzem apenas um desvio espiritual crescente e preocupante.

Entendamos, pois, a importância e o significado do culto de ano novo e que, com esta celebração, assumamos, a cada mudança de ano, o compromisso de viver cada vez mais na dependência do Senhor, que nos quer dar a vida eterna, o instante em que estaremos, para sempre, livres da barreira do tempo.


Caramuru Afonso Francisco (Evangelista da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede e colaborador do Portal Escola Dominical)

FONTE: POINT RHEMA

Nenhuma Novidade!





Naamã era um comandante do exército sírio que estava com lepra.


Para ser curado, foi atrás do profeta Eliseu, mas esse não o recebeu 

pessoalmente e mandou um recado dizendo que era para se banhar em um

rio para que fosse limpo da doença. 


Mesmo contra sua vontade, assim ele o fez e foi curado (2 Reis 5:1-14).


O comandante quis retribuir a bênção oferecendo tudo o que tinha, mas

Eliseu não quis (2 Reis 5:19).


Vendo Geazi, servo do profeta, que ele recusara os presentes, 

depois que Naamã saiu, foi ao seu encontro para ver se conseguia 

algo para si. 


Para isso, mentiu, dizendo que estava ali a mando do profeta 

(2 Reis 5:20-24).


Ao voltar para casa, Eliseu perguntou onde Geazi estava. 


Porém, para sustentar sua mentira, mentiu novamente. 


O profeta percebeu que não estava falando a verdade, explicou que ele não

poderia fazer aquilo e, assim, Geazi foi tomado pela lepra que antes estava

em Naamã (2 Reis 5:25-27).



Ele desejou ter 


Geazi era um homem que desejou ter mais do que era direito dele, e para

isso mentiu. 

Foi ganancioso, cobiçou o que não era dele e não mediu esforços para

conquistar.


Quantos são aqueles que fazem de tudo para ter aquilo que se acham no

direito de ter? 

E com isso usam de todas as suas ferramentas, principalmente a mentira, 

que acaba tomando proporções maiores, a ponto de ter que mentir cada vez 

mais. 


E então, sua vida torna-se mentira palpável e nem ele sabe o que é

verdadeiro ou falso.

Geazi é um exemplo do que não podemos ser como seres humanos:

gananciosos e mentirosos.


Precisamos lembrar todos os dias de que “mentira tem perna curta” e 

sempre traz doenças na alma e no corpo, que, somente com muita fé e 

conserto pessoal com Deus, podem ser curadas.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

ESSE HOMEM, É HOMEM DE DEUS!

             


                     Perfil de um homem de Deus

Samuel foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas”.
Era homem de profunda piedade e discernimento espiritual, inteiramente dedicado à realização dos propósitos de Deus referente a Israel.

Foi chamado para guiar a Israel em algumas das maiores crises de sua história, e chega quase à estatura do próprio Moises.

Sem qualquer vontade de sua parte, viu-se no papel de “fabricante de reis”, pois foi comissionado a ungir a Saul, o primeiro rei, e então a Davi, o maior dos reis de Israel.

É justamente dessa vida que vamos pinçar alguns traços para compor o perfil de um homem de Deus.

1. CHAMADA

Ninguém pode se apresentar onde quer que seja como homem de Deus a não ser que tenha sido chamado.

 E quem chama é o próprio Deus: “Rogai, pois ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara” (Mt. 9.38).

Foi assim com Abraão: “Sai-te da tua terra, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gn. 12.1)

Foi assim com Moisés: “Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tires do Egito o meu povo, os filhos de Israel”(Ex. 3.10).

Foi assim com Paulo: “Mas levanta-te e entranha cidade, e lá te será dito o que te cumpre fazer” (At 9.6).

O homem de Deus tem inequívoca chamada de Deus: “Samuel! Samuel! Ao que respondeu: Fala, porque teu servo ouve” (I Sm 3.10)
Você se lembra do dia em que Deus te chamou?

2. PREPARO

Quando Deus chama alguém para uma tarefa especifica na sua seara, ele mesmo provê o preparo necessário.

Às vezes, antes da própria chamada, como ocorreu com Moisés (na casa de Faraó), com Paulo (aos pés de Gamaliel).

O homem de Deus precisa de preparo, e na vida de Samuel percebemos esse traço bem delineado: “Samuel, porém, ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino...” (I Sm.2.18);

“E o menino Samuel ia crescendo em estatura e em graça diante do Senhor, como também diante dos homens” (I Sm 2.26).

É interessante notar que Lucas, ao descrever o crescimento de Jesus, praticamente cópia este último verso (cf. Lc 2.52).

O preparo de Samuel foi integral: Compreendeu teoria e prática.

E o seu preparo como tem sido?

3. TRABALHO

Este traço na vida de Samuel extrapola o seu tempo: “Samuel julgou a Israel todos os dias da sua vida.

De anão em ano rodeava por Betel, Gilgal e Mispá, julgando a Israel em todos os lugares.

Depois voltava a Ramá, onde estava sua casa, e ali julgava a Israel; e edificou ali um altar ao Senhor” (I Sm 7.15-17).

Nestes tempos de ativismo é bom prestar atenção a essas palavras.
O texto deixa claro que Samuel, embora trabalhasse todos os dias, era um homem organizado.

Seu trabalho submetia-se a um planejamento anual.

Será que temos conseguido planejar o nosso trabalho pelo menos para uma semana?

O homem de Deus precisa ser devotado ao trabalho: “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9.4);

“Meu Pai trabalha até agora, eu trabalho também”(Jo 5.17).

4. FÉ

O Quarto traço que pretendo avivar neste perfil de homem de Deus é a fé.

Sem fé a chamada perde todo o sentido; sem fé, o preparo é incompleto; sem fé o trabalho é infrutífero: “Ora sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb. 11.6).

O homem de Deus precisa ser, necessariamente, um home de fé.
Samuel o foi.

A casa de Israel estava afastada de Deus e entregue a toda sorte de idolatria.
Os filisteus eram ameaça iminente.

Diante dessa situação caótica Samuel reúne o povo para dizer que a esperança está em Deus.

Começa com uma condição: “Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor” e conclui com uma promessa: “Ele vos livrará da mãos dos filisteus” (I Sm.7.3).

O povo aceitou o desafio, voltou-se para Deus, confessando seu pecado e livrando-se dos ídolos.

O inimigo veio com toda sua fúria, enquanto o povo mais se aproximava de Samuel: “Não cesses de clamar ao Senhor nosso Deus por nós para que nos livre da mão dos filisteus (I Sm.7.9).

Indiferente ao ataque do inimigo, Samuel ofereceu um cordeiro em holocausto, clamou ao Senhor, e o Senhor honrou a sua fé: “Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegavam para pelejar contar Israel; mas o Senhor trovejou naquele dia com grande estrondo sobre os filisteus, e os aterrou; de modo que foram derrotados diante dos filhos de Israel (I Sm.7.10).

O homem de Deus precisa não só de fé; é necessário que ele viva a sua fé diante do povo.

5. TRANSPARENCIA

Mais do que nunca o ministério precisa de transparência.

Vivemos numa época de golpes, de falcatruas; estamos no tempo em que a lei é levar vantagem em tudo.

Nunca a figura do pastor foi tão aviltada, até porque está muito difícil estabelecer a diferenças que existe entre pastor e pastor.

Na vida de Samuel o texto fala por si: “Eis-me aqui! Testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido.

De quem tomei o boi?

Ou de quem tomei o jumento?

Ou a quem defraudei?

Ou a quem eu tenho oprimido?

Ou da mão de Deus tenho recebido suborno para encobri com ele os meus olhos?

E eu vo-lo restituirei.

Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomas-te coisa alguma da mão de ninguém.

Ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão.

Ao que o povo respondeu: Ele é testemunha! ”. (I Sm. 12. 3-5).

A Vida de um homem de Deus é marcada pela transparência: Ampla; geral; irrestrita.

6. AMOR

Na composição do perfil do home m de Deus, sem dúvida, o amor é um traço de todo indispensável.

Aliás, o traço do amor, de tão importante que é, não sobressai, justamente porque, estando presente em todos os demais, confunde-se com eles.

A vida de um home de Deus é uma vida de amor.

Assim é que, na vida de Samuel, não vou destacar um momento caracterizado pelo amor.

Sua vida inteira foi uma vida permeada pelo amor.

“Samuel julgou a Israel todos os dias de sua vida” (I Sm.7.15)

Se você quer ser um verdadeiro homem de Deus, comece por amar o povo.

7. HUMILDADE

Para arrematar este perfil em que estamos trabalhando, vamos pinçar o sétimo e último traço, característico da vida de Samuel – a humildade.
Se o homem de Deus aceitas o desafio da chamada, adquire o preparo necessário e se dedica ao trabalho com fé, transparência e amor, com certeza Deus vai atuar grandemente em seu ministério, e é aí que ele demonstrar toda sua humildade.

Embora seja tentado a cada momento, a achar que é ele quem está realizando uma grande obra, não pode perder de vista o fato de que é Deus quem realiza, através de sua instrumentalidade.

Se porventura há honra, glória, louvor, tudo deve ser dirigido única e exclusivamente a Deus.

A postura de homem de Deus é aquela recomendada pelo Mestre:
“ Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer” (Lc 17.10).

Foi a atitude de Samuel.

Embora a sua atuação tenha sido decisiva na derrota dos filisteus, ele fez questão de deixar bem claro para o povo que todo o mérito pertencia ao Senhor.

“Então Samuel tomou uma pedra, e a pôs entre Mispá e Sem, e lhe chamou Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor” (I Sm 7.12).

Você é um homem de Deus?

Como está o seu perfil hoje?

A minha oração hoje é que o povo tenha condição de dizer ao seu respeito: “Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e ele é muito considerado; tudo quanto diz, sucede infalivelmente. Vamos pois até lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir”(I Sm 9.6).



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

SETE FATOS QUE INCOMODAM UM PASTOR (DE VERDADE)




SETE FATOS QUE INCOMODAM UM PASTOR (DE VERDADE)

Em dias como os nossos, o que poderiam mais incomodar alguém vocacionado para o ministério? 

Bem muitos são os desafios a serem encontrados, mas existem sete que saltam aos olhos.

1.    Observar que as pessoas não amadurecem. 

Pastores verdadeiramente chamados não esperam que as pessoas sejam eternamente dependentes, antes pelo contrario almejam que elas cresçam e que depois de um tempo sejam capazes de enfrentar e resolver alguns conflitos mínimos nas suas vidas sem ter que viver dependentes de gurus ou pseudo-mestres da espiritualidade.

2.   Verificar que qualquer um ostenta o titulo de Pastor. 

É profundamente frustrante saber que em dias como os nossos qualquer um pode ser nomeado ou denominado como pastor, não importa se obteve alguma formação, se foi experimentado, tanto nas praticas ministeriais como na arena dos desafios éticos.

3.    Constatar que o ministério virou um negócio. 

É muito triste para Pastores vocacionados saberem que o espaço social onde atuam, atuam muitos como interesse puramente mercadológico. 

Provoca pavor em um Pastor verdadeiro saber que ele divide espaço na sociedade com pessoas que só tem um interesse, ganhar dinheiro.

4.  Descobrir que as ovelhas vivem encantadas pelos mercenários. 

Nada indigna mais um pastor do que ouvir uma ovelha manifestar sua admiração por alguém que prega o evangelho por dinheiro. 

É frustrante saber que via de regra, com algumas exceções alguns dos mais elogiados ministros dos nossos dias são conhecidos nos bastidores eclesiásticos pelas suas patifarias.

5.   Vislumbrar que manipulação vale mais que ensino. 

O dia mais triste na vida de um pastor é aquele em que ele descobre que não basta ele manusear bem uma Bíblia, precisa dominar as técnicas de manipulação de auditório.

6.    Deparar-se com o fato de que estruturas valem mais que cuidado. 

Desestimula demais quando um pastor de maneira inexorável se convence que os cuidados já foram de maneira sistemática negligenciados em favor da estrutura do templo ou da instituição

7.    Enxergar o que é patente ultimamente: carisma vale mais que caráter. 

Compromisso, ética, postura, fidelidade, dedicação, acessibilidade, nenhum desses elementos importam para uma comunidade que tem como preocupação ultima de seguir alguém que tenha carisma. Não importante o quão duvidoso é o seu caráter.


Então por que permanecer Pastor em um ambiente apocalíptico como este?

A justificativa para continuar nesta empreitada saiu da boca do Todo-Poderoso quando adverte os mercenários e promete constituir bons pastores. ELE diz:
“…Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o SENHOR. Eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; serão fecundas e se multiplicarão. Levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e elas jamais temerão, nem se espantarão; nem uma delas faltará, diz o SENHOR….” Jeremias 23.1-4

Se os mercenários se auto constituíram para estarem a frente do rebanho, o mesmo não se pode falar a respeito dos fieis Pastores, estes não estão por sua vontade, antes foram escolhidos pelo Sumo-Pastor. 

Afinal é ELE mesmo que diz:
“…Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda….” João 15.16

http://paulo-saraiva.blogspot.com/2011/04/sete-fatos-que-incomodam-um-pastor.html

Via: Blog Pastor Guedes

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

FACCIOSO E INSENSATO

FACCIOSO E INSENSATO        Textos: I Coríntios 1.1-31 INTRODUÇÃO:  A igreja em Corinto era, de todas as igrejas do Novo Testamento...