domingo, 21 de maio de 2017

QUEM DIZEM OS HOMENS SER O FILHO DO HOMEM ?


Certo velho que fizera nome pelo êxito na fabricação de pregos teve a seguinte conversa com o filho.

“Filho, quando falam de você, qual o nome que lhe dão?”
“Ora, João!”
“Mas, só João? 
Nada mais que o descreva melhor?”
“Não, só João”.
“Bem, e quando falam de mim?”
“Ah! Aí é sempre João dos Pregos”
“Pois aí você vê a diferença! 

Tenho orgulho em saber que me dão apelido. 

Dão-me o nome de João dos Pregos, pois tenho feito algum bem com pregos; tenho fabricado pregos de qualidade superior, o que me custou muito tempo e esforço. 

E você, é João como centenas de outros. 

Não acha que é tempo agora de adquirir a sua própria alcunha, que indique a avaliação que seus conhecidos possam dar a você?”

A Bíblia nos conta de diversas pessoas que adquiriram alcunhas ou nomes descritivos.

Abraão, o amigo de Deus. (Tg. 2.23)
Apeles, aprovado em Cristo. (Rm. 16.10)
Boanerges, o filho do trovão. (Mc. 3.17)
Barnabé, homem de bem. (At. 11.24)
Davi, o suave salmista. (II Sm. 23.1)
Débora, mãe de Israel. (Jz. 5.7)
Daniel, servo do Deus vivo. (Dn. 6.20)
Eva, a mãe de todos os viventes. (Gn. 3.20)
Jubal, pai dos músicos. (Gn. 4.21)
João, o discípulo amado. (Jo. 19.26)
João Batista, uma candeia ardente e resplandecente. (Jo. 5.36)
Lucas, o médico amado. (Cl. 4.14)
Maria, a mãe de Jesus. (Jo. 2.1)
Moisés, homem de Deus. (Dt. 33.1)
Febe, protetora de muitos. (Rm. 16.2)
Priscila e Aquila, cooperadores de Cristo. (Rm. 16.3)

Qual é a nossa alcunha? 
Qual é a palavra que resume a função que estamos desempenhando na vida? 
Que dirão de nós os outros, depois de nossa partida deste mundo?








sábado, 29 de abril de 2017


ADULTÉRIO.......

Não adulterar a Palavra de Deus
Podemos incidir neste erro toda vez que não levarmos a sério o que foi dito a nós através da Bíblia Sagrada!.
Há um clamor chegado ao extremo, onde está aquele povo que teme a Palavra de Deus?
Que a pratica?
Os Púlpitos estão emanando a Palavra de Deus por homens de Deus comprometidos com a mesma?
Sobre isso Paulo assim se manifesta: “Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co. 4.1-2).
Ainda aos coríntios ele ensina: "Não ultrapasseis o que está escrito, a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro" (1Co. 4.6b).
A Timóteo ele adverte: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina" (1Tm. 4.16a).
Na sua segunda carta, Pedro chama a atenção para pessoas ignorantes e instáveis que deturpavam tanto as cartas paulinas quanto as demais Escrituras: "Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.
E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.
Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza” (2Pe. 3.14-17).
No primeiro texto, o apóstolo afirma sua conduta sem astúcia e sem adulterar a palavra de Deus.
No segundo, ele chama a atenção para o cuidado que devemos ter no sentido de não ultrapassar o que está escrito, e que, portanto, não pode ser confirmado, para que não nos envaideçamos, achando-nos melhores que os outros crentes, que só conhecem o que está registrado.
Numa época em que as novidades e os modismos se sucedem, não podemos deixar de agir como os judeus de Bereia ao nos depararmos com coisas que, segundo os nossos interlocutores, "funcionam", embora não estejam registradas no texto bíblico.
Isto sem considerar que, em alguns casos, chegam a contrariar princípios escriturísticos.
Outro problema de nossa geração é o desleixo da liderança e o desinteresse dos crentes com respeito ao ensino doutrinário.
O fruto disso é uma geração insegura, sem lastro bíblico, produzindo nas igrejas uma fatia significativa de alta rotatividade.
São cristãos que hoje estão aqui, amanhã ali.
O texto de Pedro faz referência a ignorantes e instáveis, deixando claro que a deturpação das Escrituras pode ter como origem a falta de conhecimento.
Obreiros fieis não podem se dar ao luxo de permitir que coisas dessa natureza aconteçam.

domingo, 16 de abril de 2017

FACCIOSO E INSENSATO

      Textos: I Coríntios 1.1-31

INTRODUÇÃO: A igreja em Corinto era, de todas as igrejas do Novo Testamento, uma das que se encontrava com enormes problemas ao tratar de cumprir a vontade de Deus, Paulo escreve as duas epístolas aos Coríntios esforçando-se para combater alguns dos problemas que acusavam aquela igreja.

I. A POSIÇÃO DA IGREJA (vv. 1-9)

a. Sua situação. (vv. 1-3)
        
- Uma “igreja de Deus”
         
- Composta de santos.
         
- Constituídas por aqueles que estavam “chamados a ser santos”.

b. Sua adoção (vv. 4-9)
         
- A graça de Deus. (v.4)
         
- O enriquecimento Espiritual. (v.5)
         
- O testemunho confirmado. (v.6)
         
- Não inferiores a nada em muitas coisas. (v.7a)
         
- Expectativa da volta do Senhor. (v.7b)
         
- Salvo o dia do juízo. (v.8)
         
- Em comunhão com um Deus fiel. (v.9)

II. O PROBLEMA DA IGREJA (vv. 10-31)

O problema fundamental de que adoeciam era que não estavam vivendo conforme a posição que tinham.

a. Descrição de uma divisão
         
- A chave de divisões entre vós. (v.10)
         
- Paulo havia informado disto (v.11)
         
- É inevitável que onde há divisão haja contendas.

b. A situação
         
- Quatro partidos presentes.

c. Exame e denúncia da divisão. (vv.13-17)
         
Três perguntas para examinar (v.13)
                   
Acaso Cristo está dividido?
                   
Foi acaso Paulo crucificado por nós?
                
  Fostes batizados em nome de Paulo?
         
O argumento denunciado. (vv. 14-17)

c. Soluções sugeridas. (vv. 18-31)
         
Dois problemas verdadeiros envolvidos.
                   
A adesão à sabedoria humana.
                   
Orgulho pessoal.
         
Dois problemas verdadeiros atacados.
                   
Se mostra a inutilidade da sabedoria human
Se faz estourar a bolha do orgulho.


CONCLUSÃO: 

Esta é uma carta designada para todas as igrejas, declara que uma igreja é o resultado de uma carnalidade que se faz patente a um desejo de sabedoria humana e do orgulho da posição pessoal. 

A solução das divisões causadas por carnalidade reside no reconhecimento da superioridade da sabedoria de Deus e o reconhecimento da insignificância do eu.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Desabafo cristão

Se você é uma pessoa cristã, esse texto é para você!

Não se intimide com o tamanho do texto! 

Resolvi usar o blog para gritar a todos que puderem ouvir, toda a minha indignação!

O que eu chamar de “igreja”, não se refere à nenhuma denominação ou grupo específico, mas aos cristãos que meus olhos conseguem enxergar! 

Quando menciono a palavra “líderes” eu me refiro aos padres, pastores, bispos, apóstolos, missionários e qualquer tipo de liderança eclesiástica!

Vamos ao desabafo:

“A igreja brasileira está em crise! 

Em uma mesma congregação temos gente que anda com Deus, gente apática e gente que já chutou o balde há muito tempo. 

Numa mesma congregação tem gente que vive e morre pela verdade e também aqueles que a negociam e a trocam por vantagens imediatas.

Estamos vivendo uma crise de integridade na igreja. 

Há um abismo entre o que pregamos e o que vivemos; entre o que falamos e o que praticamos. 

A igreja tem discurso, mas não tem vida; tem carisma, mas não tem caráter; tem influência política, mas falta-lhe poder espiritual. 

Há uma esquizofrenia instalada em nosso meio. 

Tornamo-nos uma igreja ambígua e contraditória, em que o discurso mascara a vida, e a vida reprova o discurso.

Uma igreja que se encanta com seu próprio crescimento numérico ao mesmo tempo em que se apequena na vida espiritual. 

Uma igreja que cresce em números, mas se atrofia em espírito. 

Uma igreja que tem 5.000 quilômetros de extensão e 5 centímetros de profundidade. 

Uma igreja que se vangloria de produzir dezenas de bíblias de estudo, mas produz uma geração analfabeta em Bíblia.

Gente rifando a verdade por dinheiro, que joga a ética para debaixo do tapete e, mesmo assim, vocifera palavras de ordem chamando as pessoas ao arrependimento. 

No passado, a igreja tinha autoridade para chamar o mundo ao arrependimento. 

Hoje, é o mundo que ordena que a igreja se arrependa.

Uma igreja que constrói novos templos como se abre franquias, não com o propósito de pregar o Evangelho, mas de granjear riquezas. 

Templos viraram praças de negócios. 

Púlpitos viraram balcões de comércio. 

Igrejas viraram lucrativas empresas.

Somos uma igreja sincrética, mística e que prega um outro Evangelho muito diferente das Escrituras. 

Uma igreja que prega o que o povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir. 

Uma igreja que prega prosperidade, mas não prega salvação; prega milagres, mas não prega a cruz. 

Uma igreja centrada no homem, e não em Deus.

Uma igreja amante dos holofotes, embriagada pelo sucesso, sedenta de aplausos, em que seus pregadores e cantores são tratados como astros de cinema. 

Estamos trocando nosso “direito de primogenitura por um prato de lentilhas” das glórias humanas.

Os líderes das igrejas se tornaram a classe mais desacreditada na nação. 

Há líderes que ainda não se tornaram cristãos. 

Há uma legião de líderes não vocacionados no ministério. 

Há muitos que entram no ministério por causa do seu bônus, mas não aceitam seu ônus; querem os louvores do ministério, mas não querem suas cicatrizes. 

Existem aqueles que fazem do ministério um refúgio para esconder sua preguiça e seu comodismo. 

Líderes que deveriam cuidar de si mesmos antes de cuidar do rebanho de Deus. 

Líderes confusos doutrinariamente no ministério, indivíduos que não sabem para onde caminham, por isso, são influenciados por todo vento de doutrina, deixando seu rebanho à mercê dos lobos travestidos de ovelhas. 

Líderes que não vão às Escrituras para ganhar com Deus e partilhar com o povo, mas que repetem o que leem e ouvem de outros líderes.  

Há líderes que estão em pecado no ministério e perderam a sensibilidade espiritual, pois condenam nos outros os mesmos pecados que praticam em secreto.

Estamos em crise! 

Abandonamos a simplicidade do Evangelho.

 Substituímos a sã doutrina pelas novidades do mercado da fé. 

Trocamos a verdade pelo sucesso. 

Colocamos no lugar da oração, em que nos quebrantávamos e chorávamos pelos nossos pecados, os grandes ajuntamentos, em que saltitamos ao som estrondoso e ensurdecedor dos nossos instrumentos eletrônicos. 

Igrejas que reúnem mais de um milhão de pessoas em torno de uma banda com músicas gospel e afirmam com isso, estarem ganhando o Brasil para Cristo!

É tempo de rasgar as nossas vestes! 

É tempo de demonstrar toda a nossa indignação com o que estão fazendo com o Evangelho!

Precisamos de uma igreja fiel, que prefira a morte à apostasia. 

Uma igreja santa, que prefira o martírio ao pecado. 

Uma igreja que ame mais a Palavra de Deus do que o lucro. 

Uma igreja que chore pelos seus pecados e pelas almas daqueles que perecem, ao invés de olhar para o próprio umbigo. 

Uma igreja que se preocupe em falar de Cristo, ao invés de se preocupar tanto com o Diabo. 

Uma igreja que se dedique a buscar Deus, e não os milagres!

Precisamos desesperadamente voltar ao primeiro amor!”

Se eu creio que ainda há esperança?

“Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça.” (Rm.11:5)

Graças à Deus, ainda há exceções no meio de tudo isso!


Um grande abraço!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O TEMA CENTRAL DAS ESCRITURAS 

Jesus é o tema central das Escrituras Sagradas.

Ele mesmo assim declarou: "A seguir Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos"(Lucas 24.44).

"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que testificam de mim"(João 5.39).

Se olharmos com cuidado, veremos que em tipos, figuras, símbolos e profecias,

Jesus ocupa o lugar central das Escrituras, isto além da sua manifestação, como está registrado em todo o Novo Testamento.

Cristo, de Gênesis a Apocalipse

Em Gênesis, Ele é o descendente da mulher.

Em Êxodo, Ele é o nosso Cordeiro Pascal.

Em Levítico, é o nosso Sacrifício pelo pecado.

Em Números, é aquele que foi levantado para a nossa cura e redenção.

Em Deuteronômio, é o Verdadeiro Profeta.

Em Josué, é o Capitão da nossa salvação.

Em Juízes, é nosso Juiz e Libertador.

Em Rute, é o nosso Parente Resgatador.

Em Samuel, Reis e Crônicas, é o nosso Rei.

Em Esdras e Neemias, é o nosso Restaurador.

Em Ester, é o nosso Advogado.

Em Jó, é o nosso Redentor que vive.

Em Salmos, é o nosso Socorro e Alegria.

Em Provérbios, é a Sabedoria de Deus.

Em Eclesiastes, é o Alvo Verdadeiro.

Em Cantares de Salomão, é o Amado da nossa alma.

Em Isaías, é o Messias que há de vir.

Em Jeremias e Lamentações, é o Renovo da Justiça.

Em Ezequiel, é o Filho do homem.

Em Daniel, é a Pedra que esmiuça.

Em Oséias, é Aquele que orienta o desviado.

Em Joel, é o Restaurador.

Em Amós, é o Divino Lavrador.

Em Obadias, é o nosso Salvador.

Em Jonas, é a nossa Ressurreição e Vida.

Em Miqueias,é a Testemunha contra as nações rebeldes.

Em Naum, é a Fortaleza no dia da angústia.

Em Habacuque, é o Deus da nossa salvação.

Em Sofonias,é o Senhor Zeloso.

Em Ageu, é o Desejado de todas as nações.

Em Zacarias, é o Renovo da Justiça.

Em Malaquias, é o Sol da Justiça.

Em Mateus, é o Messias Prometido.

Em Marcos, é o Servo de Deus.

Em Lucas, é o Filho do Homem.

Em João, é o Filho de Deus.

Em Atos, é o Senhor Redivivo.

Em Romanos, é a Nossa Justiça.

Em 1Coríntios, é o Senhor Nosso.

Em 2Coríntios, é a nossa Suficiência.

Em Gálatas, é o nosso Libertador do jugo da Lei.

Em Efésios, é o nosso Tudo em todos.

Em Filipenses, é a nossa Alegria.

Em Colossenses, é a nossa Vida.

Em 1Tessalonicenses, é Aquele que há de vir.

Em 2Tessalonicenses, é o Senhor que vai voltar.

Em 1Timóteo, é o nosso Mestre.

Em 2Timóteo, é o nosso Exemplo.

Em Tito, é o nosso Modelo.

Em Filemom, é o nosso Senhor e Mestre.

Em Hebreus, é o nosso Intercessor junto ao trono de Deus.

Em Tiago, é o nosso Modelo singular

Em 1Pedro, é a Preciosa Pedra Angular da nossa fé.

Em 2Pedro, é a nossa Força.

Em1João, é a nossa Vida.

Em 2João, é a nossa Verdade.

Em 3João é o nosso Caminho .

Em Judas, é o nosso Protetor.

Em Apocalipse, é o nosso Rei Triunfante

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Uma igreja governada por crianças e mulheres

A igreja brasileira está em crise.

Excetuando-se aqui e ali um grupo denominacional ou outro a igreja se parece com a narrativa de Isaías 3: “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa de seu governo. Oh! Povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho por onde deves seguir” (Is 3.12).
Estaria Isaias afirmando que crianças estavam governando Israel e que mulheres lideravam a vida espiritual da nação?
É certo que não.
Não se trata, necessariamente de crianças, literalmente, mas de líderes que agem como crianças e, de homens com espírito feminista (nada a ver com efeminados) que estão à frente da igreja.
O texto fala “dos que te guiam” e, sabe-se que quem guia a igreja são seus pastores – hoje agindo sob diversos títulos, Irmão, Presbítero, Líder, Pastor, Bispo, Apóstolo, Profeta, Patriarca etc.
Se alguém pudesse voar como o vento percorrendo todos os recônditos das igrejas-mil em todos os lugares se aperceberia dessa verdade.
Pastores que agem como crianças.
O povo carece de líderes fortes e não de crianças na liderança.
No Antigo Testamento, inda que um menino fosse coroado rei com oito anos de idade quem governava era o profeta ou o sacerdote que eram seus mentores.
A infantilidade tomou conta de muitas igrejas.
Obreiros são separados para a liderança sem experiência ministerial alguma, enquanto os que têm vasta experiência ministerial com anos de caminhada na vida cristã na igreja local são alijados a segundo planos tidos como “velhos”, “atrasados”, “desatualizados” ou incapacitados para a formar uma equipe pastoral dinâmica.
Assemelham-se as novas lideranças ao filho de Salomão, Reoboão que não quis ouvir o bom conselho dos anciãos e deu ouvidos aos jovens que com ele cresceram: Resultado: Divisão do reino.
As crianças gostam de inovar e são como borboletas inquietas pulando de experiência em experiência que logo cansam da brincadeira e partem para novos divertimentos.
Não se trata aqui de mudanças culturais, dos ambientes de culto, da iluminação e da música; trata-se, sim, dos alvos e objetivos da existência da igreja que é esquecida pelas crianças que gostam de seguir seus novos caminhos.
Não se tem em mente aqui a cultura do vestir – para homens e mulheres – mas, em refletir que a nova maneira de se vestir reflete a falta de espiritualidade das pessoas, e a falta de santidade interior.
As crianças não têm um propósito definido e não sabem sequer o propósito de sua existência.
Isaías afirmou que “os opressores do meu povo são crianças”.
Ora, como uma criança pode ser opressora?
Simples!
Tome-se como exemplo a maneira como as crianças são criadas nos dias de hoje mandando e desmandando, exigindo e ordenando o que querem a seus pais.
Assim, são também os líderes, com espírito de crianças que oprimem – afinal estão na liderança e têm em seu poder o querer e o fazer.
E a igreja está entregue a crianças fanfarronas que utilizam os meios de comunicação para promover suas idiotices, arrecadar dinheiro, criar seu império denominacional cometendo toda espécie de asneira espiritual, tendo seguidores aos borbotões por todo o Brasil.
Estes se comportam como Xuxa e Eliana divertindo outrora as crianças.
Uma criança gosta de se vestir de super-homem?
Tem o que gosta de se vestir de Flintstone.
A criança gosta de construir brinquedos?
Tem um que constrói réplicas de templo.
Uma criança gosta de ser cowboy?
Tem o apóstolo cowboy.
Tem a criança que se veste de Sol e poderia enumerar dezenas de crianças brincando de igreja pelo Brasil, corrompendo o evangelho de Jesus Cristo enquanto se enriquecem e se exaltam como se os tais fossem.
Crianças-pastores que vendem óleo ungido, água ungida, sandálias ungidas, colher de pedreiro ungidas e, como crianças que gostam de brincar de casinha com seus amiguinhos, esses pastores crianças tornaram-se a vergonha da igreja e deixaram o dono da Igreja, Jesus, muito triste!
A propósito, criança gosta de aparecer!
Pastores que agem como mulheres.
“Os opressores de meu povo (…) são mulheres (que) estão à testa do seu governo” (Is 3.12).
Tomar este texto de forma literal seria debochar de muitas mulheres que fazem a obra de Deus com sinceridade.
Pode-se aplicar este versículo aos homens frouxos que não sustentam sua autoridade porque possuem um espírito feminista.
Não que sejam efeminados, nada disso, são homens e bem homens, mas reagem e lideram como se fossem mulheres.
Credita-se ao filósofo grego Diógenes a história de que andava sempre com uma lanterna ou um facho acesso mesmo durante o dia.
Perguntado por que, respondeu: “Ando à procura de um homem”. Moisés foi aconselhado por seu sogro a escolher para sua equipe “homens de verdade” (Ex 18.21), porque homem, não é homem só porque tem corpo, voz e gestos de homem; homens de verdade começam a se tornar raridade nesses dias.
Davi, antes de morrer disse a Salomão: “Sê homem! ” (1 Rs 2.2).
O que se quer afirmar aqui é a necessidade de termos homens com caráter masculino para fazer frente aos desafios ministeriais.
Steve Clark, psicólogo americano chama os homens fracos de “homem feminizado” – diferente de afeminado. Ele escreveu: “Um homem feminizado é alguém que aprendeu a se comportar ou a reagir de forma mais apropriada às mulheres.
O homem feminizado é normal em sua masculinidade, aceita-se bem como homem e não tem tendência alguma ao homossexualismo, e, no entanto, pode ser tão influenciado pelas mulheres, ou identifica-se plenamente num mundo em que as mulheres são dominadoras, que muitos de seus interesses e traços são mais femininos que masculinos… costuma, muitas vezes, ficar ao lado do que as mulheres dizem ou opinam, e reage favoravelmente ao que dizem os demais homens feminizados ou efeminados, e muitas vezes tem dificuldades de se relacionar num grupo totalmente masculino”
Pois, esses homens feminizados que aderiram ao empoderamento das mulheres (empoderamento, palavra criada pela esquerda política para dar poder às mulheres), estão à frente da igreja, como disse Isaias, guiando e destruindo o caminho por onde o povo deve seguir. “Destruindo o caminho”.
Deus traçou um caminho para a Igreja; essa gente destrói o caminho de Deus!
Na realidade, são pastores e líderes da igreja que se deixam guiar pelo sussurro leve, suave e adocicado de suas esposas quando estão ao lado delas conversando no leito conjugal sobre os assuntos da igreja.
A igreja vem sendo guiada e tendo o seu caminho destruído por esse tipo de liderança feminizada.
E, mesmo em denominações históricas como a dos Batistas, Presbiterianos e Assembleias de Deus muitos dos desvios doutrinários desses grupos se devem ao sopro sutil das esposas de líderes que, por trás dos bastidores fazem dos seus maridos pastores feminizados.
Não foi esta a experiência de Salomão?
Fiel a Deus, no fim da vida se deixou levar pelos conselhos de suas esposas e até altares e templos construiu para que adorassem seus deuses em Jerusalém.
Salomão era homem, mas no fim da vida tornou-se um homem feminizado, levado pelas mulheres!
Não se está afirmando aqui que esse escritor tem uma visão cósmica da igreja e que, de longe e cosmicamente vê até mesmo suas entranhas, seu governo, sua liderança e seus objetivos; mas, examinando o contexto da igreja consegue-se ver claramente que este texto de Isaías pode ser aplicado ao atual estado da igreja.
Que Deus levante homens de verdade!
Autor: Pr. João A. Souza 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O que é o MDA?

                                                                      por Ciro Sanches Zibordi

De modo geral, as igrejas evangélicas têm adotado dois modelos de discipulado. O primeiro, ortodoxo, prioriza o Evangelho e emprega os “ultrapassados” cultos de ensino, Escola Dominical e cursos teológicosJá o segundo, heterodoxo, prega “outro evangelho”, à base de pragmatismo e utilitarismo, e mescla verdades bíblicas com filosofias antropocêntricas, apesar de utilizar uma metodologia “mais eficaz”, que atende aos anseios do mundo pós-moderno. visão celular” — mais conhecida pelas siglas G12, M12 ou MDA — faz parte do modelo heterodoxo, visto por muitos como uma “quebra de paradigmas” e, ao mesmo tempo, um retorno aos princípios digreja de Atos dos Apóstolos.
MDA (Modelo de Discipulado Apostólico) se baseia no tripé: células, encontros e discipulado um a um, que é uma microcélula ou coração da célulajá que discípulo e discipulador fazem parte da mesma célula. E, embora seu fundador afirme que Deus lhe deu um modelo exclusivo para o Brasil, trata-se de uma espécie de G12. Ele mesmo admitiu que, ao estudar “diferentes modelos de igreja em células, observando-os de perto e gastando tempo com os líderes envolvidos em sua prática, encontramos vários bons modelos, como o [...] ‘Modelo do Governo dos 12’, do pastor Cesar Castellanos, da Colômbia” (HUBER in ZIBORDI2016). Em essência, esses modelos são gêmeos e, de modo patente ou latente, propagam Teologia da Prosperidade, a Confissão Positiva etc.
Nos dois, o templo é usado prioritariamente para celebrações dançantes, visto que o discipulado ocorre nas células, e as ministrações principais, nos encontros. Para ambosa célula é a essência da igrejaonde a vida do Corpo se encontra de forma sintetizada em todos os seus muitos aspectos, tais como: adoração, intercessão, evangelismo, integração, discipulado, treinamento de líderes, comunhão, assistência social etc. (HUBER, 2016). Há alguns anos, um pastor, decepcionado com o MDAme disse: “A primeira coisa que fizemos foi acabar com a Escola Dominical, porque os estudos seriam nas células. O louvor da igreja virou show, tiramos os hinos da Harpa Cristã e colocamos luzes no altar. Fui líder de várias células e cada vez mais me impressionava o desaparecimento da mensagem bíblica, que antes tínhamos”.
Quanto aos encontros do MDA para iniciantes, há vários depoimentos na Internet que nos ajudam a compreendê-los (cf. TOMÁZ, 2016). Eles são realizados em lugares secretos, onde os discípulos são recebidos com muita festa, ficam incomunicáveis por três dias e participam de várias ministrações. A primeira, logo após a chegada, à noite, é Penielpela qual se enfatiza que o discípulo deve ser transformado a fim de participar das próximas ministrações. As luzes, então, se apagam, para que cada um fale com Deus face a face. Após o jantar, todos são aconselhados a dormir e se preparar para o dia seguinte, que “será tremendo”. A segunda ministração, de manhã, é encontro com Deus: os discípulos são acordados e, ainda em jejum, ouvem vários bordões de autoajuda junto com um fundo musical. Eles recebem, ainda, um manto vermelho, para o primeiro ato profético.
terceira é libertação, por meio de imposição de mãos, exorcismo e quebra de maldições. quarta é cura interior, a partir da qual o discípulo, mesmo se sentindo liberto, precisa tratar das feridas da almaconfessando seus pecados e liberando perdão a todos, inclusive a Deus! Tudo ocorre à base de sugestão, com as luzes reduzidas e um fundo musical. Já na parte da noite, vem a quintasonhosos discípulos, “transformados”, expõem seus sentimentos. Novamente com fundo musical, ocorrem mais “atos proféticos”. Em um destes, alguém faz o papel do Tentador, que procura destruir os sonhos das pessoas.
Embora chamada de cruz de Cristo, a ênfase da sexta ministração não recai sobre a obra redentora do Senhor. O MDA é antropocêntrico: apresenta Jesus como um homem que venceu mediante uma declaração de fé no Inferno e ignora que Ele venceu o Diabo e suas hostes na cruz (Hb 2.14,15), ao dizer: “Está consumado” (Jo 19.30).Os participantes, então, recebem pregos e oram de braços abertos até sentirem dores e começarem a chorar. Quandoabaixam os braços, alguém os ajuda a permanecerem “crucificados”. Antes de o local se transformar em uma discoteca, eles — ignorando os gloriosos efeitos da obra expiatória de Jesus, realizada de uma vez por todas (Cl 2.14,15) — fazem uma lista de pecados e a cravam numa cruz
No dia seguinte, vem a sétima ministraçãooração, com músicas de fundo que mantêm os discípulos no “mesmo espírito”. Não há ensino da Palavra de Deus, na prática. E a oração limita-se a “línguas estranhas”sem a observância do ensino de 1 Coríntios 14. Vem então a oitava ministração: nova vida em Cristo, e um discipulador, após ler um texto bíblico, diz a todos“Preparem-se! O mover de Deus está só começando”. E, ao som música pesada, inicia-se uma peça teatral que, de modo tácito, apresenta o Diabo como um ser muito mais poderoso do que é, rebaixando, assim, o Todo-poderoso.Ora, as hostes do mal agem por permissão do Senhorque, no momento certo, as vencerá “pelo assopro da sua boca” (2 Ts 2.8).
Com luzes apagadas e janelas fechadas, os discípulosse ajoelham, e suas cabeças são lavadasAinda há três ministrações, que têm lugar com um “bom” fundo musical“finanças — visando-se a uma “grande semeadura” —, “visão do MDA e “somos amadosNesta, a décima-primeira, o pastor da igreja entra em cena e diz a todos o quanto eles são amadosEnquanto ele ora com muita emoção, mochilas são depositadas aos pés dos discípulos, nas quais há cartas e presentes de familiares e/ou amigos que já fazem parte do MDA. Trata-se de uma estratégia para “fidelizar” o discípulo.
Na última ministração, “batismo com o Espírito Santo”, todos se prostram diante de uma arca; mais um “ato profético”. Em seguida, as luzes se apagam, e eles, de mãos dadas, ouvem mais uma palavra emotiva por parte do pastor, e a histeria toma conta do ambiente. Forma-se uma espécie de “corredor polonês”, por onde os discípulos passam para receber uma “nova unção”, precedida de unção literal e abundante. Eles saem do outro lado — encharcados de óleo —, pulando ou dando gargalhadasalguns até caem ou andam como animais quadrúpedesIgnora-se completamente o que está escrito em 1 Coríntios 14.37-40. E, ainda antes de entrarem no ônibus, os pastores ungem seus pés. Quase todos saem dali dizendo: “O encontro foi tremendo; agora sim eu sei o que é sentir a presença de Deus”.
Os proponentes do MDA dizem que Jesus priorizou o discipulado “um a um”, em que cada discípulo deve estar debaixo da cobertura espiritual” de um discipulador — este, segundo seu idealizador, tem compromisso total de não falar nada para pessoa alguma daquilo que o discípulo confidenciou, a não ser que obtenha primeiramente sua permissão”. Eles também interpretam de modo equivocado a Grande Comissão (Mt 28.19,20), já que supervalorizam “fazei discípulos”, dizendo que isto “tem que ser priorizado, pois sem dúvida é um assunto de máxima importância” (HUBER, 2016).
Como se sabe, a Grande Comissão abarcaevangelização, discipulado e ensino teológico (cf. Mc 16.15; At 1.8)Na ordem “ensinai todas as nações”, verbo (gr. matheteuo) denota “fazer discípulos”, mas em “ensinando-as a guardar todas as coisas”, o verbo, literalmente, significa “doutrinar” (gr. didasko), que envolve metodologia e sistematização. E, aqui — diferentemente do primeiro caso — o tempo verbal indica que o ensino teológico, e não o discipulado, deve ser contínuo. Segue-se que as igrejas que priorizam a Escola Dominical e dão ênfase ao ensino teológico, que abrange doutrinas fundamentais como Trindade, Cristologia, Soteriologia, Pneumatologia etc., estão sendo fiéis ao que o Senhor Jesus ordenou!
Quanto ao MDA, como vimos, a ênfase recai sobre prosperidade financeira, batalha espiritual, falsa cura interior etcAdemais, cada discípulo presta contas a um discipuladorque tem o direito de se intrometer na vida pessoal daquele, em seus negócios, decisões e até em sua vida conjugal! Afinal, quem está em uma determinada escala hierárquica “protege” quem está abaixo dela.Resultado: discipulador é uma espécie de “anjo da guarda”. Ou, ainda piorele usurpa lugar do Espírito Santo, pois através da “cobertura espiritual” supostamente impede que seu discípulo se desvie da “visão”.
Diante do exposto, não há dúvida de que o MDA(1999) é irmão mais novo do G12 (1983), e que ambos são “outro evangelho” (Gl 1.8). Atentemos, portanto, para o que a Palavra de Deus diz em 1 Coríntios 15.1,2: “vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis; pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão”.

Ciro Sanches Zibordi

Referências
HUBER, Abe. A importância da igreja local na visão do MDA. In: ZIBORDI, Ciro Sanches. Sim, o MDA é o irmão mais novo do G12. Disponível em: <http://www.cpadnews.com.br/blog/cirozibordi/apologetica-crista/199/sim-o-mda-e-irmao-mais-novo-do-g-12.html>. Acesso em: 31 dez. 2016.
HUBER, Abe. A visãoDisponível em: <http://www.associacaomda.org/a-visao/>. Acesso em: 20 dez. 2016.
TOMÁZGilmar CaetanoUm engano chamado MDADisponível em: <http://admidia.blogspot.com.br/2014/08/um-engano-chamado-mda-o-que-esta-por.html>. Acesso em: 14 dez. 2016.


Publicado no Mensageiro da Paz, Ano 87, Número 1581, Fevereiro de 2017