quarta-feira, 23 de junho de 2010

Jesus Cristo, É o Rei!

Advento do Rei


(Mt 1.1-2.23)

O propósito principal do Espírito, neste livro, é mostrar que Jesus de Nazaré é o Messias predito por Moisés e pelos profetas.

Não temos que imaginar uma história.

Temos nomes e datas.

O Evangelho não se inicia com a expressão: “Era uma vez...”

Começa falando em “Belém da Judéia”.

A cidade está lá e podemos conhecer o próprio local onde Jesus nasceu.

A época é definida: “nos dias do rei Herodes”.

Muitos, começando a ler Mateus e Lucas, estranham as longas genealogias por eles registradas.

Devemos, porém, ter em mente que foram incluídas nas Escrituras com algum propósito.

Mateus traça a linha ancestral de Jesus até Abrão e Davi para mostrar que ele era judeu (descendente de Davi).

Lucas traça a linhagem até Adão para mostrar que ele pertencia à raça humana.

Só Mateus relata a visita dos magos .

Além de serem magos persas, eram também intelectuais e estudavam os astros.

Vieram adorar e honrar a um Rei.

Esses sábios não chegaram indagando:

“Onde está Aquele que é nascido Salvador do mundo?”, mas: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?”

O nascimento de Cristo foi seguido por doze anos de silêncio até sua visita aos doutores da lei em Jerusalém.

Depois foi envolvido novamente por um silêncio que durou 18 anos.

Somente a palavra “carpinteiro” esclarece o que ele esteve fazendo.

Jesus se preparou durante trinta anos para três anos de ministério.

Que grande lição para nós!

Muitos de nós nos impacientamos com a necessidade de estudar.

Parecemos não compreender o valor que Deus dá ao preparo do homem.

A Bíblia nos mostra que os guias do povo tiveram de submeter-se a um período de preparo antes de realizarem a missão de que foram encarregados.

Vejam Abrão, José, Josué, Ester e outros.

Proclamação do Reino (Mt 3.1-16.20)

Em Mateus ouvimos a “Voz”: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.

Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto:

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mt 3.2,3).

O Rei deve ser anunciado.

Era dever o arauto preceder o Rei, como fazia um oficial ao seu comandante, e ordenar que fossem consertados os caminhos por onde viajaria seu senhor.

Foi o que fez João Batista.

Mostrou que os caminhos espirituais da vida dos homens e das nações precisavam ser reconstruídos e endireitados.

Vemos o Rei deixar sua vida particular para ingressar no ministério público (Mt 4).

Depois enfrenta uma crise.

Satanás ofereceu-lhe um atalho que o levaria rapidamente àquele reino universal que ele viera ganhar.

Jesus, porém, foi vitorioso.

Continuou para vencer todas as tentações, até sua vitória final e ascensão ao céu, como Senhor de todos (Veja 1Co 10.13).

Todo reino tem suas leis e padrões para controle de seus súditos .

O reino dos céus não faz exceção.

Jesus declarou ter vindo, não para revogar , mas para cumprir a lei.

Do alto púlpito de um monte, Jesus pregou o sermão que contém as leis do seu reino (Mt 5,6 e 7).

Se a sociedade humana adotasse os seus padrões, o mundo andaria em ordem.

Um dia de acordo com seus ensinos seria um pedacinho do céu.

Em vez de anarquia, reinaria o amor.

Cristo mostra que o pecado consiste não só em alguém cometer o ato, mas também no motivo que originou o ato (Veja Mt 5.21,22, 27,28).

O Sermão da Montanha estabelece a constituição do reino.

Jesus não somente pregou como também reuniu outros a seu redor.

Era necessário organizar seu reino e estabelecê-lo em bases mais amplas e permanentes. Jesus tem ainda uma grande mensagem para o mundo e precisa de nós para proclamá-la.

As idéias espirituais têm que se vestir de pessoas humanas e instituições para lhes servirem de coração e cérebro, mãos e pés, como meios de divulgação.

Onde Jesus foi encontrar seus colaboradores?

Não no templo entre os doutores da lei e os sacerdotes; tão pouco os buscou nas academias de Jerusalém.

Achou-os à beira-mar consertando suas redes. Jesus não chamou nobres e poderosos, escolhendo antes “as cousas loucas do mundo para envergonhar os sábios” (1Co 1.27).

Note algumas das advertências e instruções de Jesus aos discípulos, declaradas em Mateus 10.

Quais foram?

Se esses requisitos são ainda exigidos hoje, você pode dizer que é discípulo de Jesus?

A palavra “reino” aparece mais de 45 vezes em Mateus, pois este é o Evangelho do Rei.

A expressão “reino dos céus”, mais de 25 vezes, e não figura mais em nenhum dos outros Evangelhos.

Das quinze parábolas registradas por Mateus, um bom número delas diz: “O reino dos céus é semelhante...”

Jesus comparou o reino de Deus (Mt 13): ao semeador, ao joio, à semente de mostarda, ao fermento na massa, ao tesouro escondido, à pérola de grande valor e à rede de pescador.

Essas parábolas, chamadas de “mistérios do reino dos céus” (Mt 13.11) descrevem qual será o resultado da presença do Evangelho de Cristo no mundo, na época presente, até a Sua volta, quando então se realizará a ceifa (Mt 13.40-43).

Um comentário:

  1. Shalom!

    Parabéns pelo texto e por este lindo layout! O Eterno resplandeça o rosto Dele sobre ti, sua família e o ministério que Ele te confiou.

    Um abraço fraterno, Pr Marcello

    P.s>>> O sr recebeu meu e-mail?

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