sábado, 16 de abril de 2011

O anônimo e o anonimato!

Manter-se anônimo é uma forma de ser apenas mais um, como se fizesse parte da multidão, como se nunca fizesse muita diferença se posicionar, ou para nunca precisar opinar individualmente.
Para alguns é uma forma de nunca se exibir ou simplesmente não ser identificado, o que pode  garantir certa vantagem pessoal, em nunca ser reconhecido,  visto ou  ser “alguém” para outros.

E ainda há a questão de nunca precisar responder pelo que pensa; pelo que faz; pelo que pronuncia; pois é uma espécie de salvo-conduto para manter-se à sombra do que acontece, privilegiado pelo segredo da própria identidade.

Ou ainda poder ser alguém que provoque os outros ou queira intimidar os outros ou até questione os outros, mas o fato de se manter no anonimato  permite ser espectador do que acontece, interferindo ou não, para melhor ou pior, como uma espécie de jogo de marionetes onde a preservação é sempre unilateral...

Sempre há caminhos que fazem o anonimato ser positivo ou nem tanto assim, onde  os meios são escolhas que fazem diferença ou podem prejudicar, justamente pelo fim que se destinam.
Sempre uma escolha que requer valores pessoais claros e consistentes ou a total falta deles.

Um questionamento muito importante, que denota ser mal interpretado é que as pessoas erroneamente confundem anonimato com discrição, justificando um pelo outro.

 Ser discreto requer a habilidade em estar e fazer o quê quer que seja; com identidade e com personalidade; nunca anonimamente, e sim colocando a própria  marca como uma pessoa que sabe refletir muito, que está presente e que é objetiva em suas questões, pois o mais importante nunca é ser o primeiro da fila, estar à frente no palco ou ser necessariamente o número um; é simplesmente estar e fazer parte, tendo claro quem é e como atua para todos, e nunca deixando de ser alguém para todos.
O anônimo não é e não atua para todos, mas para si próprio; pois não comunica e não troca, e quando interage, apenas o faz focalizado em si, pois precisa e muito, estar à sombra.

 Portas nunca se abrem para quem  pensa que não precisa mostrar a sua história  profissional ou para quem não se demonstra verdadeiramente a fim de construir uma.

 Oportunidades nunca são disponibilizadas para quem não se faz reconhecer pelo merecimento, pelas capacidades, pelos resultados que alcança.
Responsabilidades nunca são delegadas a quem não faz questão em conhecer e fazer-se conhecer.
 
Apoio nunca é solicitado a quem não se importa.

Portanto, o anonimato esconde uma vontade muito grande de você não ser você mesmo, e isto nunca lhe levará a lugar algum.

 Saiba reconhecer em si mesmo alguém que é capaz e que preserva a sua individualidade, mas se importa com o que lhe cerca verdadeiramente e deixa a sua identidade a mostra.

 Reconheça-se, pois os outros também lhe reconhecerão, se você permitir.

Um comentário:

  1. Pr. Daniel.
    Muitos estão no anonimato espiritual, não conhecendo o poder de Deus.
    Excelente mensagem. Deus Abençoe.
    http://ciencia-religiao.blogspot.com/

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