quinta-feira, 23 de maio de 2013

SONHOS MEUS! SONHOS SEUS?




A Igreja que eu SONHO.

Há como eu quero ver uma igreja ortodoxa e piedosa.

Uma igreja com doutrina e vida, com palavra e poder.

Eu ainda anseio ver aqueles que conhecem a verdade sendo transformados por ela a ponto de se tornarem pessoas humildes e não arrogantes.

Eu ainda anseio ver uma igreja cujas obras provem a sua fé e cuja fé honre ao seu Senhor.

Eu ainda anseio ver uma igreja que pregue com fidelidade, ensine com autoridade e cante louvores a Deus com fervor.

Eu anseio ver uma igreja onde Deus o Pai seja glorificado, Deus o Filho tenha supremacia e Deus o Espírito transforme cada membro e congregado.

Há como eu quero ver uma igreja que esteja firmada na doutrina dos apóstolos, que não seja levada pelos ventos de doutrinas estranhos às Escrituras como a igreja de Jerusalém (At 2.42).

Que não ceda a outro evangelho, mas que ponha à prova os falsos mestres neopentecostais com seu misticismo cego e anti-bíblico, a teologia da prosperidade consumista e avarenta, mas que seja fiel doutrinariamente como Éfeso (Ap 2.2).

Que cada crente tenha sua Bíblia aberta e uma fome insaciável da Palavra de Deus.

Que seja um estudante da Escritura.

Que tenha tanto fervor a Palavra pregada quanto a poesia musical dos louvores.

Como disse Hernandes D. Lopes em seu livro Piedade e Paixão: “Infelizmente, a tendência contemporânea está inclinada a remover a centralidade da Palavra de Deus em favor da liturgia. O culto está sendo transformado num festival musical, em que o som e as cores tomaram o lugar do púlpito; os cantores tomaram o lugar do pregador e  desempenho no lugar da unção. A falta de atenção à pregação da Palavra é um sinal da superficialidade da religião em nossos dias”.

 Almejo ver uma ortodoxia, mas uma ortodoxia viva, santa, humilde e missionária.

Em que os tomos de teologia estejam abertos, mas também a piedade seja evidenciada.

Uma igreja que a Bíblia esteja no coração e o joelho na oração.

Uma igreja que tenha temor de Deus e prazer em está com Ele.

Uma igreja que tenha profunda comunhão interna e grande simpatia dos de fora.

Como orava o teólogo congregacional Jonathan Edwards pedindo luz na cabeça e fogo no coração.

Há como eu quero ver uma igreja (santos) que ame está na igreja (templo).

Que esteja na igreja para contemplar a beleza do Senhor (Sl 27.4), porque nesse lugar há alegria (Sl 122.1), há direção (Sl 73.17) e felicidade (Sl 84.4).

Que não deixe de congregar, como é costume de alguns (Hb 10.25).

Que ir a igreja frequentemente não é símbolo de fanatismo, mas de fome de Deus (At 2.41-47).

 Seria isso utopia eclesiástica?

Romantismo?

Perfeccionismo religioso?

Ou a igreja sem mácula e rugas descrita em Efésios 5:27 “para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito”. 

Não sou adepto do perfeccionismo como era John Wesley, que defendia a santificação plena neste mundo.

Entretanto, quero ver  santidade e ser santo;

Quero ver uma igreja que esteja no mundo, mas que não seja mundana.

Que ajunte um tesouro no céu, que ame a Deus e não o mundo, que beba o cálice da salvação, que seja sal da terra e luz do mundo.

Essa é a noiva do cordeiro.

Pr. Anderson J de Andrade Firmino


2 comentários:

  1. Caro pr. Daniel Acioli,

    A paz amado!

    Faço parte deste seu desejo também.

    Sabemos que não há igreja(templo) que seja 100% perfeita.

    Mas, entendemos que se desejarmos e ocuparmos o nosso lugar diante de Deus na busca pela santificação(afastados do mundano e não do mundo), teremos grandes possibilidades de sermos ao menos uma carta que pode e deve ser lida pelo mundo.

    Dias difíceis estão à porta. Enconntraremos dificuldades quase que insuperáveis nesta sociedade, que dá uma basta a Deus a cada dia.

    Esqueceram de Deus. Triste!

    Dependo de vidas como a sua para seguir em frente sorrindo e glorificando a Deus pelos que não abdicam do direito e da liberdade em dizer a cada momento: Não para o pecado.

    O Senhor seja contigo, nobre pastor,

    O menor dos teus irmãos.

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