quarta-feira, 5 de novembro de 2014

ESSE HOMEM, É HOMEM DE DEUS!

             


                     Perfil de um homem de Deus

Samuel foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas”.
Era homem de profunda piedade e discernimento espiritual, inteiramente dedicado à realização dos propósitos de Deus referente a Israel.

Foi chamado para guiar a Israel em algumas das maiores crises de sua história, e chega quase à estatura do próprio Moises.

Sem qualquer vontade de sua parte, viu-se no papel de “fabricante de reis”, pois foi comissionado a ungir a Saul, o primeiro rei, e então a Davi, o maior dos reis de Israel.

É justamente dessa vida que vamos pinçar alguns traços para compor o perfil de um homem de Deus.

1. CHAMADA

Ninguém pode se apresentar onde quer que seja como homem de Deus a não ser que tenha sido chamado.

 E quem chama é o próprio Deus: “Rogai, pois ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara” (Mt. 9.38).

Foi assim com Abraão: “Sai-te da tua terra, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gn. 12.1)

Foi assim com Moisés: “Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tires do Egito o meu povo, os filhos de Israel”(Ex. 3.10).

Foi assim com Paulo: “Mas levanta-te e entranha cidade, e lá te será dito o que te cumpre fazer” (At 9.6).

O homem de Deus tem inequívoca chamada de Deus: “Samuel! Samuel! Ao que respondeu: Fala, porque teu servo ouve” (I Sm 3.10)
Você se lembra do dia em que Deus te chamou?

2. PREPARO

Quando Deus chama alguém para uma tarefa especifica na sua seara, ele mesmo provê o preparo necessário.

Às vezes, antes da própria chamada, como ocorreu com Moisés (na casa de Faraó), com Paulo (aos pés de Gamaliel).

O homem de Deus precisa de preparo, e na vida de Samuel percebemos esse traço bem delineado: “Samuel, porém, ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino...” (I Sm.2.18);

“E o menino Samuel ia crescendo em estatura e em graça diante do Senhor, como também diante dos homens” (I Sm 2.26).

É interessante notar que Lucas, ao descrever o crescimento de Jesus, praticamente cópia este último verso (cf. Lc 2.52).

O preparo de Samuel foi integral: Compreendeu teoria e prática.

E o seu preparo como tem sido?

3. TRABALHO

Este traço na vida de Samuel extrapola o seu tempo: “Samuel julgou a Israel todos os dias da sua vida.

De anão em ano rodeava por Betel, Gilgal e Mispá, julgando a Israel em todos os lugares.

Depois voltava a Ramá, onde estava sua casa, e ali julgava a Israel; e edificou ali um altar ao Senhor” (I Sm 7.15-17).

Nestes tempos de ativismo é bom prestar atenção a essas palavras.
O texto deixa claro que Samuel, embora trabalhasse todos os dias, era um homem organizado.

Seu trabalho submetia-se a um planejamento anual.

Será que temos conseguido planejar o nosso trabalho pelo menos para uma semana?

O homem de Deus precisa ser devotado ao trabalho: “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9.4);

“Meu Pai trabalha até agora, eu trabalho também”(Jo 5.17).

4. FÉ

O Quarto traço que pretendo avivar neste perfil de homem de Deus é a fé.

Sem fé a chamada perde todo o sentido; sem fé, o preparo é incompleto; sem fé o trabalho é infrutífero: “Ora sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb. 11.6).

O homem de Deus precisa ser, necessariamente, um home de fé.
Samuel o foi.

A casa de Israel estava afastada de Deus e entregue a toda sorte de idolatria.
Os filisteus eram ameaça iminente.

Diante dessa situação caótica Samuel reúne o povo para dizer que a esperança está em Deus.

Começa com uma condição: “Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor” e conclui com uma promessa: “Ele vos livrará da mãos dos filisteus” (I Sm.7.3).

O povo aceitou o desafio, voltou-se para Deus, confessando seu pecado e livrando-se dos ídolos.

O inimigo veio com toda sua fúria, enquanto o povo mais se aproximava de Samuel: “Não cesses de clamar ao Senhor nosso Deus por nós para que nos livre da mão dos filisteus (I Sm.7.9).

Indiferente ao ataque do inimigo, Samuel ofereceu um cordeiro em holocausto, clamou ao Senhor, e o Senhor honrou a sua fé: “Enquanto Samuel oferecia o holocausto, os filisteus chegavam para pelejar contar Israel; mas o Senhor trovejou naquele dia com grande estrondo sobre os filisteus, e os aterrou; de modo que foram derrotados diante dos filhos de Israel (I Sm.7.10).

O homem de Deus precisa não só de fé; é necessário que ele viva a sua fé diante do povo.

5. TRANSPARENCIA

Mais do que nunca o ministério precisa de transparência.

Vivemos numa época de golpes, de falcatruas; estamos no tempo em que a lei é levar vantagem em tudo.

Nunca a figura do pastor foi tão aviltada, até porque está muito difícil estabelecer a diferenças que existe entre pastor e pastor.

Na vida de Samuel o texto fala por si: “Eis-me aqui! Testificai contra mim perante o Senhor, e perante o seu ungido.

De quem tomei o boi?

Ou de quem tomei o jumento?

Ou a quem defraudei?

Ou a quem eu tenho oprimido?

Ou da mão de Deus tenho recebido suborno para encobri com ele os meus olhos?

E eu vo-lo restituirei.

Responderam eles: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomas-te coisa alguma da mão de ninguém.

Ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós, e o seu ungido é hoje testemunha de que nada tendes achado na minha mão.

Ao que o povo respondeu: Ele é testemunha! ”. (I Sm. 12. 3-5).

A Vida de um homem de Deus é marcada pela transparência: Ampla; geral; irrestrita.

6. AMOR

Na composição do perfil do home m de Deus, sem dúvida, o amor é um traço de todo indispensável.

Aliás, o traço do amor, de tão importante que é, não sobressai, justamente porque, estando presente em todos os demais, confunde-se com eles.

A vida de um home de Deus é uma vida de amor.

Assim é que, na vida de Samuel, não vou destacar um momento caracterizado pelo amor.

Sua vida inteira foi uma vida permeada pelo amor.

“Samuel julgou a Israel todos os dias de sua vida” (I Sm.7.15)

Se você quer ser um verdadeiro homem de Deus, comece por amar o povo.

7. HUMILDADE

Para arrematar este perfil em que estamos trabalhando, vamos pinçar o sétimo e último traço, característico da vida de Samuel – a humildade.
Se o homem de Deus aceitas o desafio da chamada, adquire o preparo necessário e se dedica ao trabalho com fé, transparência e amor, com certeza Deus vai atuar grandemente em seu ministério, e é aí que ele demonstrar toda sua humildade.

Embora seja tentado a cada momento, a achar que é ele quem está realizando uma grande obra, não pode perder de vista o fato de que é Deus quem realiza, através de sua instrumentalidade.

Se porventura há honra, glória, louvor, tudo deve ser dirigido única e exclusivamente a Deus.

A postura de homem de Deus é aquela recomendada pelo Mestre:
“ Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer” (Lc 17.10).

Foi a atitude de Samuel.

Embora a sua atuação tenha sido decisiva na derrota dos filisteus, ele fez questão de deixar bem claro para o povo que todo o mérito pertencia ao Senhor.

“Então Samuel tomou uma pedra, e a pôs entre Mispá e Sem, e lhe chamou Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor” (I Sm 7.12).

Você é um homem de Deus?

Como está o seu perfil hoje?

A minha oração hoje é que o povo tenha condição de dizer ao seu respeito: “Eis que há nesta cidade um homem de Deus, e ele é muito considerado; tudo quanto diz, sucede infalivelmente. Vamos pois até lá; porventura nos mostrará o caminho que devemos seguir”(I Sm 9.6).



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

SETE FATOS QUE INCOMODAM UM PASTOR (DE VERDADE)




SETE FATOS QUE INCOMODAM UM PASTOR (DE VERDADE)

Em dias como os nossos, o que poderiam mais incomodar alguém vocacionado para o ministério? 

Bem muitos são os desafios a serem encontrados, mas existem sete que saltam aos olhos.

1.    Observar que as pessoas não amadurecem. 

Pastores verdadeiramente chamados não esperam que as pessoas sejam eternamente dependentes, antes pelo contrario almejam que elas cresçam e que depois de um tempo sejam capazes de enfrentar e resolver alguns conflitos mínimos nas suas vidas sem ter que viver dependentes de gurus ou pseudo-mestres da espiritualidade.

2.   Verificar que qualquer um ostenta o titulo de Pastor. 

É profundamente frustrante saber que em dias como os nossos qualquer um pode ser nomeado ou denominado como pastor, não importa se obteve alguma formação, se foi experimentado, tanto nas praticas ministeriais como na arena dos desafios éticos.

3.    Constatar que o ministério virou um negócio. 

É muito triste para Pastores vocacionados saberem que o espaço social onde atuam, atuam muitos como interesse puramente mercadológico. 

Provoca pavor em um Pastor verdadeiro saber que ele divide espaço na sociedade com pessoas que só tem um interesse, ganhar dinheiro.

4.  Descobrir que as ovelhas vivem encantadas pelos mercenários. 

Nada indigna mais um pastor do que ouvir uma ovelha manifestar sua admiração por alguém que prega o evangelho por dinheiro. 

É frustrante saber que via de regra, com algumas exceções alguns dos mais elogiados ministros dos nossos dias são conhecidos nos bastidores eclesiásticos pelas suas patifarias.

5.   Vislumbrar que manipulação vale mais que ensino. 

O dia mais triste na vida de um pastor é aquele em que ele descobre que não basta ele manusear bem uma Bíblia, precisa dominar as técnicas de manipulação de auditório.

6.    Deparar-se com o fato de que estruturas valem mais que cuidado. 

Desestimula demais quando um pastor de maneira inexorável se convence que os cuidados já foram de maneira sistemática negligenciados em favor da estrutura do templo ou da instituição

7.    Enxergar o que é patente ultimamente: carisma vale mais que caráter. 

Compromisso, ética, postura, fidelidade, dedicação, acessibilidade, nenhum desses elementos importam para uma comunidade que tem como preocupação ultima de seguir alguém que tenha carisma. Não importante o quão duvidoso é o seu caráter.


Então por que permanecer Pastor em um ambiente apocalíptico como este?

A justificativa para continuar nesta empreitada saiu da boca do Todo-Poderoso quando adverte os mercenários e promete constituir bons pastores. ELE diz:
“…Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o SENHOR. Eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; serão fecundas e se multiplicarão. Levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e elas jamais temerão, nem se espantarão; nem uma delas faltará, diz o SENHOR….” Jeremias 23.1-4

Se os mercenários se auto constituíram para estarem a frente do rebanho, o mesmo não se pode falar a respeito dos fieis Pastores, estes não estão por sua vontade, antes foram escolhidos pelo Sumo-Pastor. 

Afinal é ELE mesmo que diz:
“…Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda….” João 15.16

http://paulo-saraiva.blogspot.com/2011/04/sete-fatos-que-incomodam-um-pastor.html

Via: Blog Pastor Guedes

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

RECOMPENSAS E LAMENTAÇÕES

RECOMPENSAS E LAMENTAÇÕES Texto: 1Corítios 3.1,23 Introdução: Um dos maiores problemas no mundo cristão é tratado na passagem que tem...