quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Uma igreja governada por crianças e mulheres

A igreja brasileira está em crise.

Excetuando-se aqui e ali um grupo denominacional ou outro a igreja se parece com a narrativa de Isaías 3: “Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa de seu governo. Oh! Povo meu! Os que te guiam te enganam e destroem o caminho por onde deves seguir” (Is 3.12).
Estaria Isaias afirmando que crianças estavam governando Israel e que mulheres lideravam a vida espiritual da nação?
É certo que não.
Não se trata, necessariamente de crianças, literalmente, mas de líderes que agem como crianças e, de homens com espírito feminista (nada a ver com efeminados) que estão à frente da igreja.
O texto fala “dos que te guiam” e, sabe-se que quem guia a igreja são seus pastores – hoje agindo sob diversos títulos, Irmão, Presbítero, Líder, Pastor, Bispo, Apóstolo, Profeta, Patriarca etc.
Se alguém pudesse voar como o vento percorrendo todos os recônditos das igrejas-mil em todos os lugares se aperceberia dessa verdade.
Pastores que agem como crianças.
O povo carece de líderes fortes e não de crianças na liderança.
No Antigo Testamento, inda que um menino fosse coroado rei com oito anos de idade quem governava era o profeta ou o sacerdote que eram seus mentores.
A infantilidade tomou conta de muitas igrejas.
Obreiros são separados para a liderança sem experiência ministerial alguma, enquanto os que têm vasta experiência ministerial com anos de caminhada na vida cristã na igreja local são alijados a segundo planos tidos como “velhos”, “atrasados”, “desatualizados” ou incapacitados para a formar uma equipe pastoral dinâmica.
Assemelham-se as novas lideranças ao filho de Salomão, Reoboão que não quis ouvir o bom conselho dos anciãos e deu ouvidos aos jovens que com ele cresceram: Resultado: Divisão do reino.
As crianças gostam de inovar e são como borboletas inquietas pulando de experiência em experiência que logo cansam da brincadeira e partem para novos divertimentos.
Não se trata aqui de mudanças culturais, dos ambientes de culto, da iluminação e da música; trata-se, sim, dos alvos e objetivos da existência da igreja que é esquecida pelas crianças que gostam de seguir seus novos caminhos.
Não se tem em mente aqui a cultura do vestir – para homens e mulheres – mas, em refletir que a nova maneira de se vestir reflete a falta de espiritualidade das pessoas, e a falta de santidade interior.
As crianças não têm um propósito definido e não sabem sequer o propósito de sua existência.
Isaías afirmou que “os opressores do meu povo são crianças”.
Ora, como uma criança pode ser opressora?
Simples!
Tome-se como exemplo a maneira como as crianças são criadas nos dias de hoje mandando e desmandando, exigindo e ordenando o que querem a seus pais.
Assim, são também os líderes, com espírito de crianças que oprimem – afinal estão na liderança e têm em seu poder o querer e o fazer.
E a igreja está entregue a crianças fanfarronas que utilizam os meios de comunicação para promover suas idiotices, arrecadar dinheiro, criar seu império denominacional cometendo toda espécie de asneira espiritual, tendo seguidores aos borbotões por todo o Brasil.
Estes se comportam como Xuxa e Eliana divertindo outrora as crianças.
Uma criança gosta de se vestir de super-homem?
Tem o que gosta de se vestir de Flintstone.
A criança gosta de construir brinquedos?
Tem um que constrói réplicas de templo.
Uma criança gosta de ser cowboy?
Tem o apóstolo cowboy.
Tem a criança que se veste de Sol e poderia enumerar dezenas de crianças brincando de igreja pelo Brasil, corrompendo o evangelho de Jesus Cristo enquanto se enriquecem e se exaltam como se os tais fossem.
Crianças-pastores que vendem óleo ungido, água ungida, sandálias ungidas, colher de pedreiro ungidas e, como crianças que gostam de brincar de casinha com seus amiguinhos, esses pastores crianças tornaram-se a vergonha da igreja e deixaram o dono da Igreja, Jesus, muito triste!
A propósito, criança gosta de aparecer!
Pastores que agem como mulheres.
“Os opressores de meu povo (…) são mulheres (que) estão à testa do seu governo” (Is 3.12).
Tomar este texto de forma literal seria debochar de muitas mulheres que fazem a obra de Deus com sinceridade.
Pode-se aplicar este versículo aos homens frouxos que não sustentam sua autoridade porque possuem um espírito feminista.
Não que sejam efeminados, nada disso, são homens e bem homens, mas reagem e lideram como se fossem mulheres.
Credita-se ao filósofo grego Diógenes a história de que andava sempre com uma lanterna ou um facho acesso mesmo durante o dia.
Perguntado por que, respondeu: “Ando à procura de um homem”. Moisés foi aconselhado por seu sogro a escolher para sua equipe “homens de verdade” (Ex 18.21), porque homem, não é homem só porque tem corpo, voz e gestos de homem; homens de verdade começam a se tornar raridade nesses dias.
Davi, antes de morrer disse a Salomão: “Sê homem! ” (1 Rs 2.2).
O que se quer afirmar aqui é a necessidade de termos homens com caráter masculino para fazer frente aos desafios ministeriais.
Steve Clark, psicólogo americano chama os homens fracos de “homem feminizado” – diferente de afeminado. Ele escreveu: “Um homem feminizado é alguém que aprendeu a se comportar ou a reagir de forma mais apropriada às mulheres.
O homem feminizado é normal em sua masculinidade, aceita-se bem como homem e não tem tendência alguma ao homossexualismo, e, no entanto, pode ser tão influenciado pelas mulheres, ou identifica-se plenamente num mundo em que as mulheres são dominadoras, que muitos de seus interesses e traços são mais femininos que masculinos… costuma, muitas vezes, ficar ao lado do que as mulheres dizem ou opinam, e reage favoravelmente ao que dizem os demais homens feminizados ou efeminados, e muitas vezes tem dificuldades de se relacionar num grupo totalmente masculino”
Pois, esses homens feminizados que aderiram ao empoderamento das mulheres (empoderamento, palavra criada pela esquerda política para dar poder às mulheres), estão à frente da igreja, como disse Isaias, guiando e destruindo o caminho por onde o povo deve seguir. “Destruindo o caminho”.
Deus traçou um caminho para a Igreja; essa gente destrói o caminho de Deus!
Na realidade, são pastores e líderes da igreja que se deixam guiar pelo sussurro leve, suave e adocicado de suas esposas quando estão ao lado delas conversando no leito conjugal sobre os assuntos da igreja.
A igreja vem sendo guiada e tendo o seu caminho destruído por esse tipo de liderança feminizada.
E, mesmo em denominações históricas como a dos Batistas, Presbiterianos e Assembleias de Deus muitos dos desvios doutrinários desses grupos se devem ao sopro sutil das esposas de líderes que, por trás dos bastidores fazem dos seus maridos pastores feminizados.
Não foi esta a experiência de Salomão?
Fiel a Deus, no fim da vida se deixou levar pelos conselhos de suas esposas e até altares e templos construiu para que adorassem seus deuses em Jerusalém.
Salomão era homem, mas no fim da vida tornou-se um homem feminizado, levado pelas mulheres!
Não se está afirmando aqui que esse escritor tem uma visão cósmica da igreja e que, de longe e cosmicamente vê até mesmo suas entranhas, seu governo, sua liderança e seus objetivos; mas, examinando o contexto da igreja consegue-se ver claramente que este texto de Isaías pode ser aplicado ao atual estado da igreja.
Que Deus levante homens de verdade!
Autor: Pr. João A. Souza 

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