sábado, 13 de novembro de 2010

A Pena do Pavão

Conta uma lenda árabe que um nômade do deserto resolveu certo dia, mudar de oásis.

Reuniu todos os utensílios que possuía e de modo ordenado, foi colocando-os sobre o seu único camelo.

O animal era forte e paciente.

Sem se perturbar, foi suportando o peso dos tapetes de predileção do seu dono.

Depois, foram colocados sobre ele os quadros de paisagens árabes, maravilhosamente pintados.

Na seqüência, foram acomodados os objetos de cozinha, de vários tamanhos.

Finalmente, vários baús cheios de quinquilharias.

Nada podia ser dispensado.

Tudo era importante.

Tudo fazia parte da vida daquele nômade, que desejava montar o novo lar, em outras paragens, de igual forma que ali o tinha.

O animal agüentou firme, sem mostrar revolta alguma com o peso excessivo que lhe impunha o dono.

Depois de algum tempo, o camelo estava abarrotado.

Mas continuava de pé.

O beduíno se preparava para partir, quando se recordou de um detalhe importante: uma pena de pavão.

Ele a utilizava como caneta para escrever cartas aos amigos, preenchendo a sua solidão, no deserto.

Com cuidado, foi buscar a pena e encontrou um lugarzinho todo especial, para colocá-la em cima do camelo.

Logo que fez isso, o animal arriou com o peso e morreu.

O homem ficou muito zangado e exclamou:

Que animal mole!

Não agüentou uma simples pena de pavão!

Por vezes, agimos como o nômade da história.

Não é raro o trabalhador perder o emprego e reclamar: Fui mandado embora, só porque cheguei atrasados 10 minutos.

Ele se esquece de dizer que quase todos os dias chegava atrasado 10 minutos.

Outro diz: Minha mulher é muito intolerante.

Só por que não dei a atenção devida a ela?.

A realidade é que ele desde a lua de mel muitas vezes a ignora e não se importa com a esposa, tornando-se inconveniente e até agressivo.

Há pessoas que vivem a pedir emprestado dinheiro, livros, roupa para ir a uma festa, uma lista infindável.

E ficam chateadas quando recebem um não da pessoa que já cansou de viver a emprestar!

Costuma-se dizer que é a gota d'água que faz transbordar a taça.

Em verdade, todo ser humano tem seu limite.

Quando o limite é ultrapassado, fica difícil o relacionamento entre as pessoas.

No trato familiar, são as pequenas faltas, quase imperceptíveis, que se vão acumulando, dia após dia.

É então que sucumbem relacionamentos conjugais, acabam casamentos que pareciam duradouros.

Amizades de longos anos deterioram.

Empregos são perdidos, sociedades são desfeitas.

Tudo se deve ao excesso de reclamações diárias, faltas pequenas, mas constantes, pequenos deslizes, sempre repetidos.

Mentiras que parecem sem importância.

Todavia, sempre renovadas.

Um dia surge em que a pessoa não suporta mais e toma uma atitude que surpreende a quem não se dera conta de como a sobrecarregara, ao longo das semanas, meses e anos.

Fique atento em todas as suas atividades diárias.

Não deixe que suas ações prejudiquem a outros, mesmo que de forma leve.

Não descarregue nos outros a sua frustração ou insatisfação.

Preze as amizades.

Preserve a harmonia do ambiente familiar.

Seja você, sempre, quem tolere, compreenda e tenha sempre à mão uma boa dose de bom senso.

É importante notar que Igrejas e Ministérios estão se levantando em todo o Brasil e desligando de suas Convenções Estaduais, Regionais.

Qual a razão disto?

Insubordinação?

Interesse financeiro?

Gosto pela cadeira de presidente?

Ouvidos moucos de líderes absolutos e que desprezam os que estão nas lides há mais tempo?

O que há afinal?

Reuniões infindáveis que servem apenas para marcar outra reunião!

Relatórios infindáveis que não comunicam nada!

Atitudes precipitadas que redundam em pedidos posteriores de desculpas pelo erro grosseiro ao não observar as regras estatutárias!

A Ganância pelo dinheiro é evidente, muitos não se importam, pois perderam a noção que aquele dinheiro veio do membro humilde da Igreja!

Para não falar daqueles que vai á reunião e dela não participam!

E os que dirigem a reunião e se alguem ousar falar o que sente sobre o assunto, é achincalhado publicamente!? ( Isso é próprio de Hitleristas do poder)!

É a viagem para este ou aquele lugar, nos bastidores os acertos são feitos de forma que se leva vantagem, os preços majorados vão patrocinar a fome financeira do "sabichão”... isto é lamentável!

E as mudanças de líderes?

Cartas marcadas que servirão no futuro!

Onde está a direção de Deus?

Pois se a Igreja é o corpo de Cristo e eu sou um Pastor, devo estar na sua direção!

Mas, o que está acontecendo?

Muda-se pelo interesse de fazer da Igreja um trampolim e a visão é simples: Maior a Igreja ou campo, maior o poder de influência sobre os “pequenos”!

A autoridade deve vir de uma vida ilibada, integridade moral, vida de altar, Unção de Deus, não de conchavos e pagamentos de favores!

Essa pena de pavão tem provocado a morte de muito camelo por aí!

Pense comigo: Como pastor assumo um campo ministerial fora da direção de Deus é óbvio que o que foi substituído saiu também da direção divina e isto faz uma corrente interminável de homens sem a aprovação de Deus diante de Igrejas, e é por esta razão que muitos estão com a mala nas costas, não pára em lugar nenhum!

Depois afirmam que a Igreja/Campo é ruim, o povo é mal ensinado, sem formação..

Pelo amor de Deus, isto não é verdade!

A Igreja é uma benção!

Tenhamos cuidado pois com a pena do pavão, depois não adianta chorar com o  leite derramado.

Pense nisto!

2 comentários:

  1. Caro pastor Acioli:

    Estive este fim de semana em Serra, ES, e conheci o pastor Hércules. Enviei através dele as minhas saudações ao irmão.

    Quanto ao post que possmos estar conscientes que "a pena do pavão" é apenas um detalhe. O que conta é toda a "carga" que pode estar depondo contra nós.

    Excelente lição! Que eu possa aprendê-la!

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  2. Olá parabéns pelo trabalho e pelo blog. Gostaria que visitasse meu blog que é este: informativofolhetimcultural.blogspot.com
    nos siga abraços
    Ass: Magno Oliveira

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