sábado, 26 de março de 2011

Eleições Eclesiásticas......

Curiosidades sobre eleições eclesiásticas!

(Saber não ocupa espaço, assim procedem os católicos)!

Até o século IV os papas eram eleitos por voto dos diáconos e padres de Roma.

Assim como os fiéis das dioceses votavam na escolha de seus bispos.

Evitava-se envolver os demais bispos nas questões internas da sé romana.

Como se sabe que um bispo está ou não em comunhão com a Igreja Católica?


Outrora, pesquisava-se a lista de seus antecessores, para se ter certeza de que ele descendia de um dos doze apóstolos de Jesus.

Devido a incêndios, saques e outros imprevistos, que faziam desaparecer as listas, decidiu-se que estão em comunhão com a Igreja todos os bispos que se afinam com a doutrina do bispo de Roma.

A eleição de papas por cardeais teve início em 1059. Cardeal vem de "cardo", dobradiça de porta, e é título de honra que o papa tem o direito de conceder a qualquer católico, como fez João Paulo II ao estender o chapéu cardinalício a dois teólogos europeus: o dominicano francês Yves Congar e o suiço Hans Urs von Balthazar.


Há também um cardeal in pectore, ou seja, conhecido apenas pelo coração do papa e por quem foi nomeado.

Desde que o imperador Constantino aliou-se à Igreja, no início do século IV, para não perder o Império Romano, os bispos passaram a ser tratados como príncipes e, os papas, como reis.


Durante sete séculos os sucessores de Pedro eram quase sempre escolhidos segundo conveniências políticas de famílias nobres.

Isso se reverteu no Natal de 800, quando Leão III coroou o imperador Carlos Magno.

O poder espiritual sobrepujou o temporal.

Todo homem batizado na Igreja Católica é virtualmente candidato a papa.


Se eleito, deve abandonar a família, abraçar o celibato, ser ordenado padre e bispo.

Gregório Magno, eleito em 590, era prefeito de Roma.

O último papa não cardeal foi Gregório XI, eleito em 1370.

Não há limite de tempo para eleger o papa.


A regra atual é que nos primeiros 15 dias seja eleito aquele que obtiver 2/3 mais 1 dos votos.

Em seguida, basta maioria simples, metade mais 1.

Há um escrutínio no primeiro dia do conclave, no qual os cardeais costumam prestar uma homenagem aos mais idosos, concentrando neles seus votos.

Do segundo ao quarto dia há quatro votações a cada 24 horas.

Descansa-se no quinto dia.

No sexto, há três escrutínios e, no sétimo, quatro.

Novo descanso no oitavo dia, mais três votações no nono dia e quatro no décimo.

Descansa-se no 11º dia.

No dia seguinte, são feitos três escrutínios e mais quatro no 13º dia.

Após o descanso do 14º dia, passa-se ao critério da maioria simples.

Entre uma votação e outra, os cardeais conversam entre si, em geral divididos em grupos lingüísticos, que pesam no resultado.


Os dois maiores grupos são o europeu, com 58 cardeais, e o hispânico que, incluídos brasileiros e portugueses, conta com 38 cardeais.

Estes são mais unidos do que aqueles.

Italianos e franceses são rivais históricos.
Tudo indica que, nos primeiros escrutínios, os italianos tudo farão para recuperar o monopólio do papado.


Desde 1522 houve uma sucessão de 44 papas italianos, quebrada em 1978 pela eleição do polonês Wojtyla.

Se outro papa não italiano for eleito, dificilmente a Itália volta a ser candidata preferencial.

O fato de 52% dos católicos do mundo se encontrarem, hoje, na América Latina, pode favorecer a escolha de um latino-americano.

E a prioridade que a Igreja dá à evangelização da África e da Ásia talvez se traduza na eleição de um cardeal negro ou de olhos puxados…

Durou um ano o conclave que elegeu Inocêncio IV, em 1243.


Quando a demora para eleger Gregório X, em 1271, já tardava dois anos e meio, o povo de Viterbo, sede da eleição, primeiro forçou a decisão mantendo os cardeais a pão e água.

Como o impasse perdurou, destelhou-se a sala do conclave em pleno inverno.

A eleição foi decidida.

No fim do século XIII, outra demora levou o monge eremita, Pedro Morrone, a escrever aos cardeais, acusando-os de abusar da paciência do Espírito Santo.


Tocados pela carta, os cardeais o elegeram. C

oroado com o nome de Celestino V, em 1294, não suportou a politicagem eclesiástica e renunciou quatro meses depois.

Na bula, alegou fazê-lo para "salvar a minha saúde física e espiritual".

Retornou às montanhas e, mais tarde, foi canonizado.

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